Mesmo parecendo limpa depois de enxaguada, a esponja de lavar louça pode acumular bilhões de bactérias nos furinhos e não deve ser usada por mais tempo do que o indicado

Água corrente consegue retirar restos visíveis, mas a estrutura porosa guarda um ambiente úmido onde microrganismos encontram condições favoráveis

Isabella Cavalcante Isabella Cavalcante -
esponja de lavar louça
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

A esponja de lavar louça pode parecer limpa depois de receber água e detergente. No interior dos pequenos poros, porém, a situação pode ser completamente diferente.

Um estudo publicado na revista científica Scientific Reports analisou esponjas usadas em cozinhas e encontrou pontos com densidades de até 54 bilhões de células bacterianas por centímetro cúbico.

Isso acontece porque a esponja reúne três condições favoráveis: umidade, restos de alimento e uma enorme quantidade de pequenas cavidades.

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Enxaguar não remove tudo

Durante o uso, restos microscópicos de alimentos entram na estrutura da esponja junto com bactérias presentes na louça e nas superfícies.

Depois, mesmo quando a pessoa enxágua e aperta o utensílio, parte da umidade continua presa no interior.

Por isso, a aparência não serve como um bom indicador. Uma esponja ainda pode parecer nova enquanto já abriga uma comunidade numerosa de microrganismos.

Além disso, usar a mesma peça em pratos, pia, bancada e locais que tiveram contato com alimentos crus facilita a chamada contaminação cruzada.

Quanto tempo usar a mesma esponja?

Uma orientação prática é substituir a esponja de lavar louça a cada uma ou duas semanas, considerando a frequência de uso.

Entretanto, ela deve ir para o lixo antes disso caso apresente mau cheiro, desgaste, sujeira difícil de remover ou tenha entrado em contato com uma contaminação importante.

No dia a dia, enxágue bem depois do uso, retire os resíduos de comida, esprema o excesso de água e deixe a peça secar em local ventilado.

Também não vale confiar apenas em receitas com vinagre para “esterilizar” a esponja. O USDA ressalta que esses utensílios são difíceis de descontaminar completamente e recomenda substituí-los com frequência.

Portanto, aquele objeto aparentemente limpo ao lado da pia merece mais atenção do que parece. A troca custa pouco e ajuda a diminuir uma fonte importante de microrganismos dentro da cozinha.

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Isabella Cavalcante

Isabella Cavalcante

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde agosto de 2026.