Justiça manda soltar os cinco envolvidos com o crime organizado que foram presos durante a Operação Vis Civitatis, em Anápolis

Nova decisão ocorre após outros investigados por crimes violentos na cidade também terem sido colocados em liberdade

Da Redação Da Redação -
Cinco suspeitos tinham sido presos após onda de violência em Anápolis.
Cinco suspeitos tinham sido presos após onda de violência em Anápolis. (Foto: Divulgação)

A Justiça mandou soltar, nesta quinta-feira (22), os cinco envolvidos com o crime organizado presos durante as primeiras ações da Operação Vis Civitatis, em Anápolis. O grupo havia sido autuado por associação criminosa após uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.

A decisão foi tomada pelo juiz Flávio Pereira dos Santos Silva, em substituição na 5ª Vara de Garantias da comarca de Aparecida de Goiânia, durante audiência de custódia.

O magistrado relaxou as prisões em flagrante e determinou a expedição urgente dos alvarás de soltura, caso os investigados não estejam presos por outros motivos.

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Segundo o juiz, faltaram elementos concretos para justificar a revista dos veículos e a entrada dos policiais em residências sem mandado judicial.

A decisão também aponta que não ficou demonstrada ligação objetiva entre os cinco presos e a tentativa de invasão a uma casa que deu início à investigação.

Na operação, foram apreendidas três armas de fogo, 21 munições e três veículos. Um dos automóveis teria sido roubado no Rio de Janeiro. Apesar das solturas, os veículos continuarão apreendidos para a realização de perícias.

Segunda soltura

Esta é a segunda vez em poucos dias que suspeitos presos durante ações relacionadas à recente onda de violência em Anápolis são colocados em liberdade por decisão judicial.

Também nesta semana, a Justiça soltou os investigados pelas mortes de Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, e Ana Carolina Maia Nogueira, de 24, baleados em uma distribuidora no Bairro Maracanã.

Na quarta-feira (21), durante o lançamento da Operação Vis Civitatis, o governador Daniel Vilela (MDB) classificou aquela primeira decisão como “completamente equivocada” e defendeu uma reanálise do caso.

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