Frase do dia da Psicologia: “É difícil se afastar de alguém quando você ainda espera que essa pessoa volte a ser como era no começo”

Às vezes, aquilo que mantém alguém em uma relação não é exatamente o presente, mas uma promessa silenciosa de que algo perdido ainda pode voltar

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(Foto: Divulgação/Netflix)

Uma relação muda. A atenção diminui, as conversas ficam diferentes e atitudes que antes transmitiam carinho começam a desaparecer. Mesmo percebendo tudo isso, algumas pessoas encontram enorme dificuldade para ir embora.

O começo pode virar uma referência difícil de abandonar

As fases iniciais de uma relação costumam carregar descoberta, atenção e forte envolvimento emocional.

Pesquisas sobre amor romântico mostram que a paixão intensa mobiliza sistemas ligados a recompensa, motivação e desejo. Por isso, determinadas lembranças podem permanecer como referências poderosas do vínculo.

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Quando a relação muda, surge uma comparação constante entre presente e passado.

A pergunta deixa de ser “estou feliz com esta pessoa agora?” e passa a ser “quando ela voltará a ser como antes?”.

Às vezes, estamos apegados a uma possibilidade

Esperança pode ser importante quando duas pessoas atravessam dificuldades e ambas demonstram disposição concreta para mudar.

O problema começa quando ela se sustenta apenas na memória.

Uma semana melhor, uma promessa ou um gesto parecido com os do início podem reativar a expectativa de recuperar completamente aquela antiga relação.

Mas quem alguém foi no começo não garante quem continuará escolhendo ser.

Guy Winch alerta para a idealização

O psicólogo Guy Winch, conhecido por seus estudos e trabalhos sobre sofrimento amoroso, chama atenção para o risco de romantizar aquilo que foi perdido.

Ao falar sobre términos, ele observa que a mente tende a destacar os momentos positivos e construir uma versão idealizada da relação.

Isso ajuda a explicar por que deixar alguém pode ser tão difícil: não estamos abandonando apenas uma pessoa, mas também planos, lembranças e possibilidades imaginadas.

Por isso, olhar honestamente para o presente pode ser mais útil do que tentar reconstruir indefinidamente aquilo que existiu no início.

Em vez de pensar “será que um dia tudo voltará a ser como era?”, talvez seja necessário perguntar: “Se essa pessoa continuasse exatamente como é hoje, eu ainda escolheria ficar?”

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Rebeca Ferreira

Rebeca Ferreira

Estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde setembro de 2026.