Parece coisa de outro planeta: parque da Unesco no Centro-Oeste tem cupinzeiros que brilham à noite, mas não são os cupins que produzem a luz
No início das chuvas, pequenos pontos verdes surgem no Cerrado e transformam a paisagem em um espetáculo que parece artificial

Quando a noite cai no Cerrado, alguns cupinzeiros começam a se cobrir de pequenos pontos verdes. De longe, a impressão é de que aquelas grandes estruturas de terra ganharam luz própria.
O fenômeno acontece no Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, com acessos por Chapadão do Céu e Mineiros. No entanto, apesar da aparência, não são os cupins que produzem o brilho.
Quem produz a luz
Os responsáveis são larvas de vagalumes que vivem em pequenos buracos na superfície dos cupinzeiros. Durante a noite, elas emitem uma luz esverdeada para atrair outros insetos, que acabam servindo de alimento.
Por isso, centenas de pontos podem aparecer simultaneamente em um único cupinzeiro. Quando vários deles se iluminam pelo campo, o Cerrado ganha uma aparência quase extraterrestre.

(Foto: Reprodução/Captura de tela/Instagram)
Melhor época para observar
O espetáculo está ligado ao início do período chuvoso. Segundo a Goiás Turismo, outubro e novembro costumam apresentar as melhores condições para observar a bioluminescência.
Além disso, noites quentes, úmidas, sem muita luz da Lua e depois de chuvas favorecem a atividade das larvas e dos insetos que elas procuram capturar.
Durante a temporada, o parque amplia o funcionamento das portarias até as 21h. O ICMBio também permite atividades especiais mediante agendamento com condutores autorizados.
Patrimônio da humanidade
O Parque Nacional das Emas protege cerca de 131 mil hectares e preserva diferentes ambientes do Cerrado. A área abriga espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira, ema e outros animais típicos do bioma.
Desde 2001, o parque integra a lista de Patrimônio Mundial da Unesco ao lado do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. A organização reconheceu as duas áreas pela importância para a conservação da biodiversidade do Cerrado, um dos ecossistemas tropicais mais antigos e diversos do planeta.
Assim, o brilho dos cupinzeiros é apenas uma das experiências de um parque que também reúne safáris fotográficos, trilhas, observação de fauna e paisagens abertas típicas do Centro-Oeste.
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