Dono de casa escolhe porcelanato polido para a borda da piscina e descobre que o piso vira pista de patinação quando molhado; pedras como São Tomé e Miracema não esquentam no sol e não escorregam
Beleza e facilidade de limpeza não bastam na hora de escolher o revestimento que ficará constantemente exposto à água, ao sol e à circulação de pessoas descalças

Um piso brilhante pode parecer a escolha perfeita para valorizar a área de lazer. O problema surge quando entram na equação pés molhados, respingos constantes e horas de exposição ao sol.
Por isso, um revestimento bonito dentro de casa pode se transformar em uma opção inadequada ao redor da piscina. Antes de decidir pela aparência, é preciso observar características que fazem grande diferença na segurança e no conforto.
O porcelanato polido possui superfície lisa e brilhante. Em contato com água, oferece menos aderência e, por isso, não é a melhor escolha para decks e bordas.
O mesmo cuidado vale para cerâmicas muito lisas, mármores polidos e outros revestimentos sem indicação específica para áreas externas molhadas.
Normas técnicas de segurança determinam que o piso no entorno de piscinas não tenha superfície escorregadia. Fabricantes especializados recomendam ainda avaliar o coeficiente de atrito antes da compra.
Pedra São Tomé reúne conforto e aderência

Revestimento de piscina com Pedra de São Tomé (Imagem: Reprodução/Castelo Pedras e Piscinas)
Entre as alternativas mais tradicionais está a pedra São Tomé, um quartzito bastante utilizado em decks.
Sua superfície natural possui textura que aumenta a aderência mesmo quando molhada. Além disso, é conhecida pela menor absorção de calor em comparação com muitos revestimentos escuros e densos, deixando a caminhada descalça mais confortável.
Ainda assim, dizer que uma pedra “não esquenta” deve ser entendido como uma simplificação: qualquer material exposto ao sol pode aquecer. Cor, acabamento e intensidade da radiação interferem na temperatura.
Miracema é alternativa resistente e rústica

Revestimento com pedra de miracema (Imagem: Reprodução/Instagram)
Outra opção é a pedra Miracema, conhecida pela superfície áspera e pela resistência.
Essa textura favorece a aderência em áreas molhadas, tornando-a uma alternativa para pisos próximos à piscina.
No conforto térmico, porém, é importante observar a tonalidade escolhida. Materiais mais claros tendem a absorver menos calor que superfícies escuras expostas ao mesmo sol.
Dá para usar porcelanato, desde que seja o correto
Quem prefere o visual do porcelanato não precisa abandoná-lo.
Existem versões desenvolvidas especificamente para áreas externas, com acabamento texturizado e maior resistência ao escorregamento.
A recomendação é procurar produtos identificados para uso externo ou áreas molhadas e conferir a ficha técnica. Há fabricantes que indicam coeficiente de atrito superior a 0,4 para esse tipo de aplicação.
Pisos de concreto próprios para áreas externas, cerâmicas texturizadas e determinados decks também podem ser usados, desde que apresentem resistência à água e ao escorregamento.
Projetos especializados incluem ainda granito e outras pedras naturais, mas o acabamento é decisivo: uma pedra polida pode ser muito mais escorregadia que a mesma pedra em acabamento bruto ou texturizado.
Segurança deve vir antes do brilho
Na hora de escolher, portanto, três perguntas ajudam: o piso é indicado para área externa molhada? Tem boa aderência? Será confortável para os pés sob sol forte?
São Tomé, Miracema e porcelanatos externos estão entre as alternativas, mas não existe uma escolha universal. O importante é evitar revestimentos lisos apenas pela estética e verificar a especificação técnica do produto antes da instalação.
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