Adeus, forro de gesso tradicional: opções mais baratas que não mancham com infiltração e não racham viram tendência nas obras de 2027
PVC, EPS e até laje aparente ganham espaço em projetos que buscam reduzir custo, manutenção e problemas causados pela umidade

O forro de gesso tradicional continua muito usado por causa do acabamento liso e da facilidade para embutir iluminação. Mesmo assim, alternativas mais simples vêm ganhando espaço em reformas e construções que priorizam baixo custo, instalação rápida e resistência à umidade.
Entre as opções estão o PVC, as placas de EPS e até a laje aparente. Cada solução tem vantagens e limitações, mas algumas lidam melhor com ambientes úmidos e dispensam etapas como massa e pintura.
PVC é o principal concorrente
O forro de PVC aparece como uma das alternativas mais práticas ao gesso. As réguas são encaixadas sobre uma estrutura e já chegam prontas para uso, sem necessidade de pintura.
Outra vantagem é a baixa absorção de água. Por isso, o material costuma ser indicado para banheiros, cozinhas, lavanderias e varandas cobertas. Em referências de mercado de 2026, o custo instalado aparece em torno de R$ 55 a R$ 75 por metro quadrado, faixa próxima ou inferior ao gesso quando pintura e acabamento entram na conta.
O PVC, porém, não é imune a problemas. Calor excessivo e instalação sem folgas adequadas podem causar dilatação e ondulações.
EPS é ainda mais leve
Placas de EPS, popularmente chamadas de isopor, também entram entre as soluções econômicas. O material é leve, fácil de instalar e pode contribuir para o conforto térmico.
Em contrapartida, costuma apresentar acabamento mais simples e maior fragilidade a impactos. Por isso, funciona melhor quando o objetivo principal é economia e rapidez, e não um teto com aparência sofisticada.
Laje aparente elimina o forro
Outra possibilidade é simplesmente não instalar um forro. Em projetos planejados desde o início, a laje pode permanecer aparente e receber apenas acabamento ou pintura.
Essa solução elimina material e estrutura suspensa, mas exige planejamento das instalações elétricas, hidráulicas e de iluminação, já que fios e tubulações podem ficar visíveis ou precisar ser embutidos previamente.
Nenhum material é totalmente livre de problemas
Dizer que essas opções “não racham” ou “não mancham” em qualquer situação seria exagero. O PVC resiste muito melhor à água do que o gesso, mas pode deformar com calor. O EPS pode amarelar ou sofrer danos, enquanto a própria laje pode apresentar fissuras estruturais ou manchas se houver infiltração.
A tendência para 2027, portanto, não é simplesmente abandonar o gesso. É escolher o material de acordo com umidade, orçamento, estética e manutenção esperada.
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