Ex-funcionária do Hugol morre após seis anos de luta contra câncer e causa comoção em Anápolis
Técnica de enfermagem atuou em serviços de urgência e compartilhou nas redes sociais mensagens de superação durante o tratamento

A morte da técnica de enfermagem Wioley Santos de Lima, de 50 anos, conhecida como Vivi, causa comoção em Anápolis. Ex-funcionária do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), ela enfrentava uma batalha contra o câncer havia seis anos.
O Portal 6 apurou que Vivi era técnica em enfermagem e construiu parte da trajetória profissional no atendimento à saúde, incluindo passagens pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Hugol, em Goiânia.
A luta contra a doença começou em 2020, quando ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Ao longo dos anos seguintes, outros tumores foram descobertos, e a profissional continuou enfrentando os desafios do tratamento.
Em meio à batalha, Vivi chegou a compartilhar nas redes sociais momentos de superação e gratidão pela vida. Uma dessas publicações, feita em 03 de outubro de 2022, quando comemorava o aniversário, ganhou um significado especial diante da despedida.
Na ocasião, ela publicou uma fotografia sorrindo, com um lenço vermelho na cabeça, acompanhada de uma mensagem sobre a luta que enfrentava. “Só quem passou pela luta sabe o valor da vitória!!”, escreveu, antes de agradecer por poder celebrar mais um ano de vida.
O velório de Vivi teve início na manhã desta quarta-feira (04) na Funerária Senap, em frente ao Cemitério São Miguel, na região central de Anápolis. Já o sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério São Miguel, também em Anápolis.
Outubro Rosa e a importância do diagnóstico precoce
A morte de Vivi ocorre poucos dias após o fim do Outubro Rosa, campanha promovida anualmente para conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
A doença é uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no Brasil, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), identificar a doença nos estágios iniciais aumenta as possibilidades de um tratamento bem-sucedido.
Por isso, é fundamental observar alterações nas mamas, como caroços, mudanças na pele, secreções espontâneas pelo mamilo ou alterações em seu formato.
A mamografia é o principal exame utilizado para detectar alterações suspeitas antes mesmo do aparecimento de sintomas.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos, enquanto aquelas a partir dos 40 anos também podem procurar atendimento para avaliar a realização do exame.
Para ter acesso ao procedimento, a paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde receberá orientações e encaminhamento conforme a necessidade.
Mulheres com histórico familiar da doença também devem informar essa condição à equipe médica, pois podem precisar de acompanhamento individualizado.
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