Casal vende o carro para economizar R$ 1.200 com parcela e seguro e descobre que vida sem carro aumentou os gastos mensais com aplicativo em R$ 1.350

Corridas diárias ultrapassaram o valor que seria poupado com as duas despesas e levaram Lucas e Juliana a reavaliar o planejamento do transporte

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(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Eliminar uma despesa fixa de R$ 1.200 parecia um bom motivo para vender o carro. Foi essa a conta feita pelo analista comercial Lucas Silva, de 35 anos, e pela esposa, Juliana, de 33, que trabalha como assistente administrativa, quando decidiram abrir mão do sedã da família.

O valor correspondia à soma da prestação do financiamento com o seguro. Além dessas cobranças, o casal queria deixar de se preocupar com manutenção, IPVA e estacionamento, despesas que também pesavam na decisão.

Depois da venda, parte do dinheiro foi utilizada para resolver pendências financeiras. Nos primeiros dias, a mudança trouxe alívio, mas os compromissos que antes eram cumpridos com o veículo continuaram exigindo deslocamentos pela cidade.

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Corridas passaram a fazer parte da rotina

Juliana precisava chegar ao trabalho em horários alternativos, enquanto Lucas mantinha reuniões presenciais periódicas. Compras de supermercado, idas à farmácia e compromissos aos fins de semana também passaram a ser atendidos por motoristas de aplicativo.

A princípio, cada corrida parecia representar um gasto pequeno diante do custo de manter o sedã. O problema apareceu na frequência: as chamadas deixaram de ser ocasionais e passaram a ocorrer diariamente.

Nos horários de maior procura, os valores apresentados pelos aplicativos ainda eram elevados pelas tarifas dinâmicas. Como parte dos compromissos tinha horário marcado, nem sempre havia margem para esperar uma corrida mais barata.

Ao fechar o primeiro mês, Lucas e Juliana somaram R$ 1.350 em viagens. O montante ultrapassou em R$ 150 os R$ 1.200 que pretendiam poupar com a retirada da parcela e do seguro.

Comparação precisava incluir outras despesas

A diferença chamou a atenção do casal, mas esse cálculo, sozinho, não permite concluir que a vida sem carro ficou R$ 150 mais cara no total. Para chegar a esse resultado, seria necessário considerar também quanto era gasto anteriormente com combustível, manutenção, impostos e estacionamento.

Ainda assim, o desembolso com os aplicativos ficou acima das duas despesas fixas usadas como referência para a venda. A folga esperada no orçamento não apareceu da maneira como havia sido planejada.

A mudança também exigiu adaptações nos horários. Sem o veículo disponível na garagem, Lucas e Juliana passaram a depender da chegada dos motoristas e da disponibilidade de corridas para cumprir os compromissos.

Depois da primeira soma, os R$ 1.350 gastos em um mês se tornaram o principal ponto de atenção do casal. Para Lucas e Juliana, a revisão do orçamento passou a depender de uma conta mais completa dos deslocamentos e dos custos que realmente deixaram de existir com a venda.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.