Motorista troca o carro novo por um usado para economizar R$ 1.000 na parcela e descobre que carro velho aumentou os gastos mensais com oficina em R$ 1.100

Sequência de reparos consumiu a redução obtida no financiamento e comprometeu o orçamento do representante comercial nos primeiros três meses

Motorista troca o carro novo por um usado para economizar R$ 1.000 na parcela e descobre que carro velho aumentou os gastos mensais com oficina em R$ 1.100
(Foto: Reprodução)

Diminuir o valor da prestação do carro foi a saída encontrada por Rodrigo Almeida, de 39 anos, para aliviar as despesas. Representante comercial no interior de Minas Gerais, ele decidiu vender o veículo que havia comprado zero quilômetro e adquirir um usado com mais de dez anos de fabricação.

A expectativa era economizar R$ 1.000 por mês com a diferença entre as parcelas. Como dependia do automóvel para trabalhar, Rodrigo pretendia manter os deslocamentos habituais e assumir um compromisso financeiro menor.

A troca foi concluída rapidamente. Nos primeiros dias, o boleto mais baixo trouxe o alívio esperado, mas os problemas mecânicos começaram a aparecer conforme o usado passou a enfrentar a rotina de viagens e os trechos irregulares percorridos pelo representante.

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Reparos se acumularam nos primeiros meses

O primeiro sinal foi um vazamento de óleo. Depois, durante uma viagem, uma falha na embreagem exigiu a substituição do conjunto, acrescentando uma despesa que não estava prevista para aquele momento.

Na sequência, o carro apresentou superaquecimento na estrada e precisou de reparos no sistema de arrefecimento. A suspensão dianteira, que fazia barulho ao passar por buracos, também passou por manutenção.

Os quatro pneus estavam desgastados e tiveram de ser trocados. Entre peças e mão de obra, os serviços foram sendo incorporados ao orçamento que Rodrigo pretendia reduzir.

Ao reunir as despesas no fim do primeiro trimestre, ele calculou uma média de R$ 1.100 mensais com oficina. No período de três meses, os reparos somaram aproximadamente R$ 3.300.

Economia na prestação foi consumida

A redução de R$ 1.000 na parcela representava uma folga de R$ 3.000 ao longo do trimestre. Os gastos com manutenção ultrapassaram esse valor em R$ 300, o equivalente a R$ 100 por mês.

A comparação se refere ao período inicial com o usado. Como os consertos não são necessariamente repetidos todos os meses, aquela média não permite afirmar que Rodrigo continuará gastando R$ 1.100 mensais com oficina.

Ainda assim, o desembolso ocorreu justamente quando ele esperava reorganizar as contas. O financiamento havia ficado mais barato, mas a diferença precisou ser direcionada para colocar o veículo em condições de uso.

A situação também pesou na rotina profissional. Como o carro era utilizado diariamente para visitar clientes, as falhas surgiram durante deslocamentos que faziam parte do trabalho.

Para Rodrigo, o balanço dos primeiros três meses ficou registrado nas notas de peças e serviços: os R$ 3.300 destinados aos reparos consumiram toda a redução obtida nas prestações naquele período e exigiram mais R$ 300 do orçamento.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.