Novo estudo aponta que formato do bumbum pode indicar diabetes tipo 2

Pesquisadoras identificam alterações no glúteo máximo que podem sinalizar risco da doença e revelam diferenças claras entre homens e mulheres

Magno Oliver Magno Oliver -
Novo estudo aponta que formato do bumbum pode indicar diabetes tipo 2
(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Um novo estudo apresentado na reunião anual da Sociedade de Radiologistas da América do Norte (RSNA), em Chicago, trouxe uma descoberta curiosa: o formato do bumbum pode ajudar a identificar alterações metabólicas relacionadas ao diabetes tipo 2.

A pesquisa, conduzida por radiologistas inglesas, analisou como mudanças no glúteo máximo — o maior músculo da região — se relacionam com o controle da glicose no organismo.

Como o formato do glúteo foi associado ao diabetes

Para chegar aos resultados, as pesquisadoras utilizaram mais de 61 mil exames de ressonância magnética do UK Biobank, criando modelos tridimensionais que mostraram apenas a estrutura muscular. A equipe não focou no tamanho do bumbum, mas sim nas variações no formato do glúteo máximo.

A conclusão foi clara: quanto maior a massa muscular na região, menor a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2. Segundo a pesquisadora Marjola Thanaj, pessoas fisicamente ativas apresentaram um glúteo máximo mais definido, enquanto sedentarismo, envelhecimento e fragilidade foram associados à perda muscular.

Ela reforça, no entanto, que um glúteo grande nem sempre significa mais músculo. O estudo conseguiu diferenciar gordura e tecido muscular com precisão inédita graças ao mapeamento 3D.

Homens e mulheres apresentam padrões opostos

O estudo também identificou diferenças marcantes entre os sexos. Entre pessoas com diabetes tipo 2:

Homens apresentaram retração focal do glúteo máximo, indicando atrofia muscular ligada ao mau controle da glicose.

Mulheres mostraram expansão do músculo, possivelmente causada pela infiltração de gordura na musculatura.

Esses padrões opostos sugerem que homens e mulheres reagem de formas distintas às mesmas alterações metabólicas, embora os pesquisadores afirmem que o tema ainda precisa de aprofundamento.

Como o diabetes interfere no organismo

O diabetes surge quando há excesso de glicose no sangue, geralmente provocado por problemas na produção ou na ação da insulina — hormônio responsável por levar o açúcar para dentro das células. Entre as principais causas estão:

– Má alimentação rica em produtos industrializados e açucarados;

– Falta de atividade física;

– Resistência à insulina (caso mais comum no tipo 2);

– Defeitos na produção do hormônio (mais frequente no tipo 1).

O tipo 1 costuma ser identificado desde a infância e exige aplicação diária de insulina. Já o tipo 2, que é o mais comum, está fortemente ligado ao estilo de vida e pode ser controlado com exercícios, dieta equilibrada e acompanhamento médico.

Estilo de vida também molda o formato do bumbum

Além da doença em si, o estudo mostrou que hábitos cotidianos têm impacto direto na forma do glúteo. Entre as observações:

– Atividade física regular e baixo consumo de álcool favoreceram a expansão muscular;

– Idade avançada, osteoporose e longos períodos sentados foram relacionados à retração do músculo.

Esses dados reforçam que o formato do glúteo máximo é influenciado tanto por fatores metabólicos quanto comportamentais — e pode, sim, funcionar como um sinal precoce de alterações na saúde.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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