Proibido o uso de celular: lei proíbe aparelhos em escolas brasileiras e reforça o foco no aprendizado dos estudantes
Lei 15.100 restringe celular na educação básica e prevê exceções; MEC diz que, em um ano, alunos ganharam foco e disciplina

Em sala de aula, um dos maiores desafios dos professores é disputar a atenção dos alunos com seus celulares. As notificações não param, os bolsos sempre vibram, e a mente logo é tirada do quadro para as telas.
Uma boa notícia para os professores é que o uso de telefones celulares por alunos tem limite definido por lei, e o Ministério da Educação afirma que a mudança já dá sinais de resultado.
Em pronunciamento em rede nacional neste domingo (8), o ministro Camilo Santana disse que, após um ano de restrição, a medida “reforçou o foco no aprendizado” e que o uso do celular é feito como ferramenta pedagógica, quando autorizado.
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O tema voltou ao centro do debate por causa da volta às aulas na rede pública e do impacto direto na rotina de estudantes, pais e professores em todo o país.
O que a lei proíbe e quando o celular pode ser usado na escola
A regra vale para todas as etapas da educação básica, em escolas públicas e privadas. A Lei 15.100/2025 proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais por estudantes durante a aula, o recreio e os intervalos.
A própria norma prevê exceção para o uso estritamente pedagógico ou didático, desde que haja orientação do profissional de educação, com uso direcionado e quando a atividade exigir.
Também existem exceções fora do aspecto pedagógico, como situações ligadas à acessibilidade e inclusão, condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.
Além disso, a regulamentação determinou que as escolas indiquem nos documentos internos como os aparelhos serão guardados e como o uso pedagógico ocorrerá, além de prever ações de orientação sobre saúde mental e uso equilibrado de telas.
Um ano depois, MEC diz que a sala de aula mudou e cita avanços na conectividade
Em fala oficial, Camilo Santana afirmou que os efeitos já começam a aparecer, com mais atenção dos estudantes e uso do celular limitado ao contexto pedagógico.
O ministro também defendeu que a restrição não significa “desligar” tecnologia de educação. Segundo ele, a conectividade nas escolas públicas avançou e hoje 70% das unidades teriam internet em parâmetros adequados para atividades educacionais, para suprir a demanda de recursos digitais sem depender do celular do aluno.
No mesmo balanço, ele listou ações do governo na educação, como entrega de obras, avanço do tempo integral e melhora em índices de alfabetização.
Santana também citou o Pé-de-Meia como política associada à permanência escolar, dizendo que o programa alcança quase 6 milhões de estudantes e ajudou a reduzir a evasão.
Como isso funciona na prática e o que acontece se a regra for descumprida
A lei dá a diretriz e o decreto de regulamentação reforça que a adequação deve considerar a gestão democrática e a participação da comunidade escolar, para que cada rede e escola ajuste o funcionamento ao seu contexto.
Isso envolve regras claras sobre onde o celular fica durante o período escolar, quando pode ser usado em atividades pedagógicas e quais são as medidas em caso de descumprimento.
A regulamentação prevê que as escolas definam essas consequências, alinhadas às normas e orientações educacionais.
Para famílias, o recado é que não se trata apenas de tirar o celular, mas de criar uma rotina mais previsível para estudo, convivência e recreio. E para os estudantes, a mudança tende a ser mais fácil quando a escola oferece alternativas no intervalo e explica o motivo da regra.
O próprio MEC tem defendido que o debate vai além da disciplina e envolve proteção e saúde mental, com ações de orientação e acolhimento para reduzir danos ligados ao uso imoderado de telas.
Veja o pronunciamento do ministro no vídeo abaixo:
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