Proposta prevê fim do Imposto de Renda para professores e profissionais da educação em 2026
Proposta legislativa pretende transformar radicalmente a realidade financeira de quem atua nas escolas brasileiras

O cenário financeiro para os profissionais da educação no Brasil pode passar por uma transformação histórica a partir do próximo exercício fiscal.
Isso porque tramita no Congresso Nacional uma série de propostas que visam reduzir ou extinguir a carga tributária sobre os salários da categoria, com destaque para o Projeto de Lei 5143/2025.
O texto propõe a isenção total do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para professores da educação básica e do ensino superior que recebam até R$ 10 mil mensais, desde que os rendimentos sejam provenientes exclusivamente da atividade de magistério.
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A iniciativa surge como uma tentativa de corrigir a disparidade salarial no país, onde docentes chegam a ganhar 47% menos que colegas de profissão em nações desenvolvidas.
A autoria principal do projeto mais recente no Senado é do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que justifica a medida como uma forma de estimular a permanência de profissionais qualificados nas salas de aula e valorizar a carreira docente.
Paralelamente, na Câmara dos Deputados, a deputada Professora Luciene Cavalcante também encabeça mobilizações pelo PL 4687/2025, que busca isentar profissionais tanto da rede pública quanto da privada.
A lógica por trás dessas propostas é o reconhecimento de que a educação é o pilar de desenvolvimento socioeconômico, e a redução da mordida do leão sobre esses vencimentos aumentaria o poder de compra e o investimento em aprimoramento profissional.
Para viabilizar a isenção sem comprometer as metas fiscais da União, os projetos preveem mecanismos de compensação financeira. No caso da proposta de Contarato, a renúncia de receita seria equilibrada pela tributação das apostas esportivas (bets).
Esta estratégia busca fontes alternativas de arrecadação para cobrir o impacto nos cofres públicos, garantindo que a valorização dos educadores não resulte em um desequilíbrio orçamentário.
Além disso, atualizações recentes do governo federal, como a Lei nº 15.270/2025, já começaram a ampliar as faixas de isenção geral, o que deve beneficiar cerca de 73,5% dos professores da educação básica na declaração de 2026.
O desfecho dessa pauta depende agora da análise técnica e política das comissões permanentes do Senado e da Câmara. Se aprovadas e sancionadas ao longo de 2025, as novas regras de isenção específica para o magistério entrarão em pleno vigor para o ano-calendário de 2026.
A expectativa de entidades de classe é que a medida não apenas alivie o orçamento doméstico dos professores, mas sirva como um marco na política de Estado para o setor.
Acompanhar a tramitação no portal do Senado Federal e na Câmara dos Deputados é essencial para verificar possíveis emendas ou ajustes no texto final do benefício.
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