Adeus, cerca de arame: opção viva, mais barata e elegante vira alternativa para quem quer fechar o terreno em 2026

Solução transforma estacas em uma barreira verde, mas exige planejamento, podas regulares e escolha adequada da espécie para funcionar

Gustavo de Souza -
Adeus, cerca de arame: opção viva, mais barata e elegante vira alternativa para quem quer fechar o terreno em 2026
(Imagem: Captura de Tela/YouTube)

Para quem pretende fechar um terreno em 2026, a solução pode começar no chão, e não na loja de materiais. Estacas capazes de criar raízes formam uma barreira verde que substitui parte dos mourões convencionais e muda o aspecto da propriedade.

A técnica mostrada no vídeo usa galhos alinhados e reforçados com peças horizontais. Depois de fincados no solo, eles rebrotam e a folhagem fecha os vãos. A espécie que aparece nas imagens é a gliricídia (Gliricidia sepium), leguminosa arbórea empregada como mourão vivo.

Por que pode custar menos

Segundo a Embrapa Tabuleiros Costeiros, a gliricídia pode ser multiplicada por estacas. Em cercas produtivas, o objetivo é reduzir custos e substituir estacas mortas, muitas vezes obtidas de madeira retirada da vegetação.

A economia, contudo, não é automática. Ela depende do acesso ao material de plantio, da mão de obra e do desenho da cerca. Em um sistema estudado pela Embrapa, plantas espaçadas a cada seis metros diminuíram em quase 30% o uso de estacas mortas, mas os fios de arame permaneceram na estrutura.

Por isso, o “adeus” ao arame só cabe em barreiras adensadas semelhantes à do vídeo. Mesmo assim, a cerca viva não deve ser tratada como proteção imediata contra invasões nem como solução universal para conter animais.

Cuidados antes do plantio

A gliricídia é resistente à seca e também oferece sombra, funciona como quebra-vento e contribui para a melhoria do solo. Para continuar compacta e elegante, porém, precisa de podas periódicas.

A implantação também exige tempo. A Embrapa recomenda evitar movimentos durante o enraizamento e informa que a produção expressiva de massa verde pode levar de dois a três anos. Solo, chuva e clima interferem no desenvolvimento.

Antes de instalar a barreira, convém procurar assistência agronômica e conferir regras municipais, divisas, fiação e tubulações. Com planejamento, a cerca deixa de ser apenas um limite e passa a integrar o paisagismo — sem esconder os custos de manutenção.

Confira o vídeo na íntegra mostrando a cerca viva:

 

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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