Extravirgem, virgem ou tipo único: o que significa e qual a diferença entre os tipos de azeite

Entenda as diferenças entre extravirgem, virgem e tipo único antes de escolher o azeite no supermercado

Magno Oliver Magno Oliver -
Extravirgem, virgem ou tipo único
(Foto: Reprodução)

Ao procurar azeite no supermercado, o consumidor encontra expressões como extravirgem, virgem e tipo único. Embora as embalagens pareçam semelhantes, cada classificação indica uma forma diferente de produção e parâmetros próprios de qualidade.

A legislação brasileira divide os produtos conforme o processo utilizado, a acidez e a avaliação de características como aroma e sabor. Por isso, entender as informações do rótulo ajuda a escolher a opção mais adequada para cada receita.

Azeite extravirgem

O extravirgem pertence à categoria mais alta entre os azeites obtidos diretamente das azeitonas. A produção utiliza processos físicos, como moagem e centrifugação, sem etapas de refino.

Além disso, o produto precisa apresentar acidez livre de até 0,8%. Na análise sensorial, ele também não pode apresentar defeitos de aroma ou sabor.

Por preservar melhor as características naturais da azeitona, o extravirgem costuma apresentar aromas e sabores mais marcantes. Ele pode entrar em saladas, molhos, massas e finalizações, além de preparos feitos no fogão.

Azeite virgem

O azeite virgem também surge diretamente das azeitonas por processos físicos. No entanto, a legislação permite acidez de até 2% e admite pequenas alterações sensoriais.

Assim, ele continua próprio para consumo, mas possui qualidade inferior à do extravirgem segundo os critérios oficiais.

O consumidor pode utilizar esse tipo no preparo cotidiano de alimentos. Porém, ele aparece com menos frequência nas prateleiras brasileiras do que o extravirgem e o azeite de oliva tipo único.

Azeite de oliva tipo único

O azeite de oliva classificado como tipo único resulta da mistura de azeite refinado com azeite virgem ou extravirgem.

O refino reduz odores, sabores e outras características indesejadas. Depois, o fabricante adiciona uma parcela de azeite virgem ou extravirgem para compor o produto final.

Por apresentar sabor geralmente mais neutro, essa opção costuma aparecer em linhas voltadas ao uso diário, como refogados, assados e outros preparos culinários.

No entanto, o consumidor não deve confundir o tipo único com o extravirgem. Apesar de ambos terem origem na azeitona, eles passam por processos diferentes.

E o azeite refinado?

O azeite refinado vem de azeites que passam por técnicas de refino. A legislação também o classifica como tipo único, mas ele não possui as mesmas características sensoriais dos azeites virgens.

Existe ainda o azeite lampante, que apresenta parâmetros inadequados para o consumo direto. Por isso, ele precisa passar por refino ou seguir para outras finalidades antes de chegar ao consumidor.

Qual escolher?

Para saladas, pães, molhos e finalizações, o extravirgem costuma oferecer aromas e sabores mais presentes.

Já o azeite virgem e o tipo único podem atender quem procura opções para o preparo cotidiano. Ainda assim, o melhor produto depende do sabor desejado, do orçamento e da receita.

Antes da compra, vale conferir a denominação escrita na parte principal do rótulo. Também é importante observar a data de envase, o prazo de validade, a origem e as condições da embalagem.

Assim, palavras como extravirgem, virgem e tipo único não servem apenas como nomes comerciais. Elas indicam diferenças reais na produção e na classificação do azeite.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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