Novo documento que vai substituir o RG já foi feito por 60 milhões de brasileiros; saiba como emitir

Carteira de Identidade Nacional usa o CPF como número único, possui versão digital e pode ser solicitada gratuitamente na primeira emissão

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Nova Carteira de Identidade Nacional
Troca do antigo RG pela nova Carteira de Identidade Nacional é obrigatoria (Foto: Reprodução)

A Carteira de Identidade Nacional já foi emitida por 60 milhões de brasileiros, segundo dados do painel do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgados no fim de julho.

Conhecido como CIN, o documento adota o CPF como número único de identificação. Dessa forma, o cidadão deixa de ter números de RG diferentes em cada estado.

Apesar do avanço nas emissões, não é necessário correr aos postos de atendimento. O modelo antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032. A partir de março daquele ano, a nova carteira passará a ser o documento de identidade obrigatório no país.

A primeira via da CIN é gratuita. No entanto, cada estado define os locais, os horários e o sistema usado para realizar o agendamento.

O que muda com a nova identidade

A principal mudança está na numeração. Enquanto o RG antigo permitia registros diferentes entre os estados, a CIN utiliza apenas o CPF.

Assim, o governo busca reduzir cadastros duplicados e dificultar fraudes de identidade. Além disso, todos os órgãos emissores seguem o mesmo padrão nacional.

O documento possui versões física e digital. A versão impressa pode aparecer em papel de segurança ou cartão, conforme o serviço oferecido pelo estado.

Já a identidade digital fica disponível no aplicativo Gov.br depois que o cidadão recebe o documento físico.

RG antigo continua válido

O RG tradicional ainda não perdeu a validade. Portanto, quem possui um documento em boas condições pode continuar usando normalmente durante o período de transição.

O prazo nacional para a substituição termina em 28 de fevereiro de 2032. Até essa data, a troca poderá ocorrer de forma gradual.

Ainda assim, documentos muito antigos, danificados ou com fotografia que dificulte o reconhecimento podem ser recusados em algumas situações. Nesses casos, vale antecipar a emissão.

Também é importante observar a validade da própria CIN. O prazo muda conforme a idade do titular.

Para crianças de até 11 anos, o documento costuma valer cinco anos. Entre 12 e 59 anos, a validade é de dez anos. Já para pessoas com 60 anos ou mais, ela é indeterminada.

Como emitir a Carteira de Identidade Nacional

O cidadão deve procurar o órgão de identificação do estado onde mora. Em muitos locais, o atendimento exige agendamento pela internet.

Primeiramente, é necessário acessar o portal oficial do governo estadual, da Polícia Civil, da Secretaria de Segurança Pública ou da unidade responsável pela identificação.

Depois, o usuário deve escolher o serviço de emissão da CIN, selecionar uma unidade disponível e marcar o atendimento.

No dia agendado, o órgão confere os dados e coleta a fotografia e as impressões digitais. Em seguida, o cidadão recebe um protocolo para acompanhar a emissão.

Como os procedimentos variam, é importante consultar as regras locais antes de sair de casa.

Quais documentos são necessários

Para emitir a primeira via, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.

A certidão precisa estar legível e refletir o estado civil atual. Portanto, quem mudou de nome após casamento ou divórcio deve levar o registro atualizado.

Também é importante manter o CPF regularizado. Afinal, esse número será usado como identificação única na nova carteira.

Alguns estados podem pedir comprovante de endereço ou outros documentos complementares. Por isso, o solicitante deve verificar a relação exigida no momento do agendamento.

Primeira via é gratuita

A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional não possui cobrança. A gratuidade vale em todo o país.

Entretanto, o estado pode cobrar pela segunda via em casos de perda ou dano. O valor varia conforme as regras locais.

Também pode existir cobrança para modelos opcionais produzidos em cartão. Nesse caso, a versão básica gratuita continua disponível.

Antes de efetuar qualquer pagamento, o cidadão deve confirmar se a cobrança aparece em um canal oficial.

Documento possui QR Code

A CIN ganhou novos elementos de segurança. Entre eles está o QR Code, que permite verificar a autenticidade do documento.

Esse recurso também pode informar se a carteira foi furtada, perdida ou cancelada. Dessa maneira, empresas e órgãos públicos conseguem conferir a situação com mais facilidade.

A identidade ainda possui uma zona de leitura automatizada, conhecida como MRZ. O padrão também aparece em passaportes e documentos internacionais.

No entanto, a CIN não substitui o passaporte em viagens para destinos que exigem esse documento.

CIN pode ser usada em países do Mercosul

Em determinadas viagens aos países do Mercosul, a CIN pode servir como documento de identificação. Para isso, o documento precisa estar em boas condições e dentro das regras adotadas pelo destino.

Ainda assim, a carteira não substitui o passaporte fora dos acordos que aceitam documentos de identidade brasileiros.

Além disso, companhias aéreas e autoridades migratórias podem exigir critérios específicos. Portanto, o viajante deve consultar as regras antes do embarque.

Como acessar a CIN pelo celular

Depois de receber a versão física, o cidadão pode adicionar a identidade ao aplicativo Gov.br.

Primeiramente, é necessário entrar no aplicativo com a conta pessoal. Depois, o usuário deve abrir a área da carteira de documentos.

Em seguida, basta selecionar a opção para adicionar a Carteira de Identidade Nacional. O sistema localizará o documento emitido e permitirá o acesso digital.

A versão no celular facilita a apresentação em situações cotidianas. Entretanto, vale manter o aparelho protegido por senha ou biometria.

Biometria será usada em benefícios sociais

O governo federal começou a ampliar o uso da biometria na concessão, na manutenção e na renovação de benefícios sociais e previdenciários.

A CIN será uma das principais bases aceitas para essa identificação. Contudo, o governo informa que não haverá bloqueio automático de benefícios ativos apenas pela ausência imediata do novo documento.

Durante a transição, registros biométricos da CNH, do título de eleitor e do passaporte também podem ser aceitos em determinadas condições.

Quem ainda não possui biometria deve acompanhar o cronograma aplicável ao próprio benefício. Já os cidadãos com registros existentes em bases oficiais terão um período maior de adaptação.

É preciso trocar o documento agora?

Para a maioria dos brasileiros, não há necessidade de troca imediata. O RG antigo segue válido até 2032.

Porém, emitir a CIN antecipadamente pode facilitar o acesso à identidade digital e a serviços que utilizam a confirmação biométrica.

A troca também pode ser útil para quem possui mais de um número de RG, mudou de nome ou está com a fotografia desatualizada.

Portanto, o melhor momento dependerá da situação de cada cidadão e da disponibilidade de atendimento no estado.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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