Namorada de locutor assassinado morre três dias após ser esfaqueada pelo ex-marido em Cromínia
Lucivane Batista Tavares estava internada no Hugo desde domingo, quando o ex-companheiro invadiu o imóvel onde ela vivia com o atual namorado, que morreu ainda no local

A cuidadora Lucivane Batista Tavares, de 50 anos, morreu na noite desta terça-feira (04), três dias após ser esfaqueada pelo ex-marido, Aldair Alves Sobrinho, em uma chácara na zona rural de Cromínia.
O ataque aconteceu na madrugada de domingo (02) e também vitimou o radialista Célio Pereira da Silva, de 64 anos, atual companheiro de Lucivane. Ele morreu ainda no local.
Segundo informações apuradas pelo Portal 6, Aldair invadiu a propriedade onde o casal morava e atacou os dois com golpes de faca.
Antes de fugir, Aldair teria ligado para um dos filhos, confessado o crime e afirmado que tiraria a própria vida.
Após a ligação, os familiares procuraram a sede do 36º Batalhão da Polícia Militar (PM), que imediatamente deslocou equipes até a chácara indicada.
No local, os policiais encontraram Célio já sem vida. Lucivane ainda estava consciente e conseguiu identificar o ex-marido como autor das facadas antes de ser socorrida.
Ela foi encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde permaneceu internada por três dias, mas não resistiu aos ferimentos.
Histórico de ameaças
As investigações apontam que o crime foi precedido por meses de perseguições e ameaças.
Lucivane havia encerrado o relacionamento com Aldair em setembro de 2025, após mais de 30 anos de união. Na época, a Justiça concedeu medidas protetivas, proibindo qualquer contato ou aproximação do ex-companheiro.
Mesmo assim, segundo os autos da investigação, Aldair descumpriu repetidamente as determinações judiciais.
Entre os episódios registrados estão a destruição de roupas da vítima, ameaças de morte por telefone e danos ao carro dela, após despejar água com açúcar no tanque de combustível.
Também houve uma invasão da residência onde Lucivane passou a viver, ocasião em que furtou objetos e revirou móveis para intimidá-la.
Em uma das ameaças, Aldair teria dito: “Eu vou te matar. Depois disso eu vou me suicidar. Eu vou te atravessar com uma faca.”
Em depoimentos anteriores, Lucivane relatou à polícia que vivia com medo do ex-marido e chegou a se abrigar na casa onde trabalhava para evitar novos ataques.
Apesar dos episódios, algumas ocorrências deixaram de ser formalizadas a pedido dos filhos do casal, que acreditavam que Aldair acabaria aceitando o fim do relacionamento.
Investigação
Após o crime, Aldair fugiu e segue sendo procurado pela Polícia Civil (PC).
Com a morte de Lucivane, o caso passou a ser investigado como duplo homicídio consumado.
As autoridades também apuram a possível relação do suspeito com o desaparecimento de Aparecida Almeida Dias, mãe de Lucivane, ocorrido há cerca de 20 anos, em Pires do Rio.
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