O que significam as bandeiras roxas na areia da praia, segundo os salva-vidas
As bandeiras roxas chamam atenção de quem chega à praia e sinalizam uma condição que ainda é desconhecida por muitos banhistas

As bandeiras coloridas próximas aos postos de salva-vidas não servem apenas para indicar a força das ondas. Quando a cor roxa aparece na areia, o aviso é de natureza biológica: animais marinhos capazes de oferecer risco aos banhistas foram identificados naquela região.
Em praias brasileiras que adotam essa sinalização, a bandeira roxa indica a ocorrência de animais potencialmente perigosos. Serviços públicos de Salvador e Fernando de Noronha, por exemplo, utilizam a cor com esse significado.
Um risco que pode passar despercebido
O alerta pode envolver águas-vivas, caravelas-portuguesas e outros organismos presentes na água ou levados até a faixa de areia. Em Salvador, a Salvamar informa que a bandeira costuma estar relacionada principalmente ao aparecimento de caravelas.
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A sinalização não significa, necessariamente, que o mar esteja agitado. Por isso, ela pode ser exibida junto de bandeiras que indicam as condições das ondas e das correntes.
A bandeira roxa também não representa automaticamente a interdição do banho. A decisão depende do protocolo local e das orientações dos salva-vidas. Antes de entrar na água, o banhista deve perguntar qual animal foi avistado e qual área precisa ser evitada.
A cor pode variar
O Ministério da Saúde informa que alguns estados brasileiros usam uma bandeira lilás para indicar a presença de águas-vivas e caravelas. Portanto, roxo e lilás podem cumprir funções semelhantes, mas a sinalização não é adotada da mesma forma em todas as praias.
Mesmo sem bandeiras, a ausência de risco não está garantida. Placas, avisos sonoros e instruções diretas das equipes de salvamento também devem ser observados.
Cuidados dentro e fora d’água
Águas-vivas e caravelas encontradas na areia não devem ser tocadas, ainda que pareçam mortas. O Ministério da Saúde também recomenda o uso de calçados ao caminhar em locais onde houve registros desses animais.
Em caso de contato, a pessoa deve sair do mar, evitar esfregar a pele e não lavar a região com água doce. A orientação oficial inclui compressas geladas com água do mar ou bolsas frias e retirada cuidadosa dos tentáculos.
Dor intensa, náusea, vômitos, mal-estar ou uma área extensa atingida exigem avaliação médica. Casos graves devem ser comunicados ao Samu, pelo 192, ou ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.
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