De Anápolis para o mundo: Mari Froes leva identidade goiana a palcos de mais de 20 países

Nascida em Anápolis e criada em Goiânia, artista construiu carreira internacional com uma mistura brasileira que conquistou públicos fora do país

Lara Duarte Lara Duarte -
Mari Froes nasceu em Anápolis e foi criada em Goiânia antes de conquistar público fora do Brasil. (Foto: Reprodução/Instagram)
Mari Froes nasceu em Anápolis e foi criada em Goiânia antes de conquistar público fora do Brasil. (Foto: Reprodução/Instagram)

Antes de lotar casas de shows na Europa, cantar em grandes festivais e construir uma carreira que já passou por mais de 20 países, Mari Froes começou sua história em um lugar bem mais perto: em Goiás.

Nascida em Anápolis e criada em Goiânia, a cantora e compositora Mariana Froes, de 23 anos, transformou as raízes goianas em ponto de partida para um trabalho que hoje atravessa fronteiras.

Em entrevista ao g1 Goiás, Mari contou que é filha de pai paulistano e mãe cearense. A família se mudou para Anápolis quando o pai foi trabalhar na Base Aérea.

Quando ela tinha apenas oito meses, todos seguiram para Goiânia, onde a artista passou a infância e a adolescência.

O contato com a música veio cedo. Ao g1, ela relatou que a mãe costuma dizer que Mari cantava antes mesmo de falar e que o desejo de seguir esse caminho sempre esteve presente.

Já em entrevista ao jornal O Globo, a cantora relembrou a própria infância como uma fase marcada pela timidez, criatividade e muitos sonhos.

Segundo ela, ainda criança, costumava dizer à mãe: “Mãe, eu vou cantar para o mundo”.

A formação musical também começou dentro de casa. Ao O Globo, Mari contou que cresceu ouvindo MPB por influência da mãe e pós-punk por influência do pai. Depois, passou a explorar por conta própria o samba e a bossa nova.

Da infância em Goiás ao viral internacional

O primeiro grande impulso da carreira veio pela internet. Em 2019, um cover de “Girassóis de Van Gogh”, de Baco Exu do Blues, começou a viralizar fora do Brasil.

Ao g1 Goiás, Mari explicou que o vídeo ganhou força primeiro na Colômbia e no México, antes mesmo de estourar por aqui.

A publicação ultrapassou 57 milhões de visualizações e ajudou a apresentar a voz da goiana a um público internacional.

Hoje, ela soma mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram e mais de 1 milhão de inscritos no YouTube.

O alcance fora do país cresceu ainda mais em 2024, quando um remix de “Figa de Guiné”, feito pelo duo francês Trinix, ultrapassou 72 milhões de visualizações.

Ao O Globo, Mari explicou que a Europa abraçou o trabalho dela e que a procura por apresentações no continente aumentou ao longo dos anos.

Europa abraçou a voz goiana

Em 2026, a cantora encarou uma extensa turnê europeia, com dezenas de apresentações e passagens por cidades como Londres, Manchester, Dublin, Bruxelas, Luxemburgo, Porto, Lisboa e Florença.

Ela também esgotou ingressos em casas de Amsterdã, Estocolmo e Budapeste e entrou na programação de festivais como o Primavera Sound, o North Sea Jazz, em Rotterdam, e o Gurtenfestival, na Suíça.

Segundo declarou ao O Globo, a turnê chegou a reunir 42 datas na Europa. A artista também fechou com o selo 777 Music Group em parceria com a Sony Alemanha, ampliando a presença no mercado internacional.

Mesmo com a carreira cada vez mais global, Mari faz questão de manter a brasilidade no centro do trabalho.

Ao O Globo, ela definiu a própria música como uma mistura do antigo com o novo e do moderno com o tradicional, reunindo elementos de samba, MPB, bossa nova, pop, jazz, blues, world music e chanson francesa.

Entre as principais influências citadas estão Clara Nunes, Jorge Ben, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Tom Jobim, Baden Powell, Cesária Évora, João Gilberto e Djavan.

Cantora se apresenta em São Paulo durante show marcado por repertório autoral e influências da música brasileira. (Foto: Reprodução/Instagram)

Cantora se apresenta em São Paulo durante show marcado por repertório autoral e influências da música brasileira. (Foto: Reprodução/Instagram)

A trajetória, no entanto, poderia ter seguido outro rumo. Ao O Globo, Mari contou que, antes de acreditar que seria possível viver de música, chegou a estudar pensando em seguir carreira diplomática. Também já considerou arquitetura e design de interiores.

Aos 17 anos, lançou o EP “Nebulosa”, com cinco faixas, e passou a investir cada vez mais no repertório autoral. Em entrevista ao g1, contou que já compôs mais de 200 músicas, em sua maioria sozinha.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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