Governos fazem comunicado e orientam famílias a manter dinheiro vivo em casa suficiente para 72 horas em caso de guerras, desastres naturais ou ataques cibernéticos

Recomendação mira situações em que cartões, aplicativos bancários e sistemas de pagamento deixam de funcionar temporariamente

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Dinheiro em espécie junto a itens de emergência doméstica
(Imagem: Ilustração/IA)

Depender exclusivamente de cartão, Pix ou aplicativo bancário pode se tornar um problema quando uma emergência interrompe energia, internet ou sistemas financeiros. Por isso, autoridades europeias passaram a incluir dinheiro vivo em casa entre as recomendações de preparação para crises.

A orientação aparece em países como Holanda, Áustria e Finlândia e prevê manter uma pequena quantia em espécie suficiente para cobrir despesas essenciais durante aproximadamente 72 horas. O Banco Central Europeu (BCE) também destacou o papel do dinheiro físico em situações de emergência.

A recomendação não significa retirar grandes valores dos bancos. A proposta é ter notas disponíveis para comprar água, alimentos, medicamentos, combustível ou outros itens essenciais caso terminais de pagamento e serviços digitais fiquem indisponíveis.

Quanto dinheiro guardar?

Segundo levantamento publicado pelo BCE, autoridades de alguns países europeus trabalham com referências entre aproximadamente € 70 e € 100 por pessoa, ou um valor suficiente para atender às necessidades básicas por cerca de três dias.

A quantia, portanto, não funciona como uma regra universal. Uma família maior ou com gastos específicos pode precisar de uma reserva diferente.

Na Finlândia, por exemplo, a recomendação oficial é que as famílias consigam se manter por pelo menos três dias diante de interrupções de energia, água, internet, bancos ou outras situações de crise. Dinheiro em espécie também aparece entre os itens úteis em emergências.

Outros países vão além das 72 horas

Na Suécia, a orientação é ainda mais ampla. A agência responsável pela preparação civil recomenda, quando possível, manter dinheiro suficiente para aproximadamente uma semana de compras domésticas, além de mais de uma forma de pagamento.

O motivo está na possibilidade de apagões, desastres naturais, conflitos ou ataques cibernéticos afetarem caixas eletrônicos, cartões e aplicativos ao mesmo tempo.

A própria União Europeia também vem incentivando famílias a conseguir permanecer autossuficientes durante as primeiras 72 horas de uma crise, mantendo água, comida, medicamentos, baterias e outros itens básicos disponíveis.

Assim, o dinheiro vivo aparece como uma espécie de plano B, e não como substituto das contas bancárias. A ideia é garantir uma forma simples de pagamento enquanto os sistemas eletrônicos não voltam a funcionar.

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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