Conheça a cidade goiana com menos de 1 mil habitantes onde o trabalho será somente até as 11h da manhã

Decreto reduziu o expediente da Prefeitura por 120 dias e criou uma série de medidas para conter despesas no município

Lara Duarte Lara Duarte -
Medida foi adotada como parte de um pacote de contenção de despesas. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Anhanguera)
Medida foi adotada como parte de um pacote de contenção de despesas. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Anhanguera)

A menor cidade de Goiás adotou uma mudança curiosa na rotina da administração pública. Em Anhanguera, município com 906 habitantes, parte dos servidores municipais passou a trabalhar apenas até as 11h da manhã.

A alteração consta no diário publicado pela Prefeitura Municipal, que estabelece medidas de racionalização e contenção de despesas.

Com a nova regra, o funcionamento da Prefeitura passou a ocorrer das 7h às 11h. A medida entrou em vigor em 24 de agosto e terá duração de 120 dias, podendo ser prorrogada ou encerrada antes desse prazo, conforme avaliação da administração.

O prefeito Marcelo Martins de Paiva (MDB) afirmou ao Jornal Opção que a decisão não foi tomada em meio a uma crise financeira, mas como uma forma de prevenção diante de possíveis dificuldades futuras.

“Na verdade, o que estou fazendo é me antecipando, me precavendo. Hoje a nossa folha de pagamento está em dia, os fornecedores e o instituto de previdência pagos. A cidade está redondinha e correta”, afirmou.

Ele também citou a redução de repasses e emendas federais como um dos pontos de preocupação para os próximos anos.

O decreto prevê ainda suspensão de novos contratos que aumentem despesas, revisão de contratos já existentes e restrições à criação de cargos, empregos ou funções que ampliem os gastos com pessoal.

Também haverá contenção de despesas com diárias, passagens, cursos, congressos, materiais de consumo, energia elétrica, água, telefone e serviços de impressão.

Calor também entrou na conta

Além da questão financeira, o prefeito afirmou que o calor intenso pesou na decisão, especialmente para as equipes que trabalham em obras durante o período da tarde.

“Baseado no calor que estamos vivendo, era meio que desumano o nosso pessoal trabalhar do jeito que estava trabalhando no período da tarde”, disse.

Paiva também mencionou preocupação com queimadas e possíveis impactos de doenças respiratórias, reforçando a intenção de reorganizar as equipes para responder melhor às demandas do município.

Serviços essenciais continuam

A redução do expediente não se aplica às áreas consideradas essenciais, que seguirão com atendimento normal durante o período de vigência do decreto.

Entre elas estão Saúde, Educação e programas sociais de caráter continuado, além de outros serviços específicos mantidos pela administração.

O prefeito garantiu ainda que a mudança no horário não provocará redução salarial.

“Não vamos ter redução de salários, porque a gente consegue, mesmo sendo em meio período, organizando e mobilizando a equipe, desempenhar os mesmos serviços prestados à comunidade”, afirmou.

O texto também prevê que, se surgir alguma demanda administrativa entre 12h e 16h, o atendimento poderá ser realizado sem gerar pagamento de horas extras.

De acordo com a Prefeitura, as mudanças foram adotadas para reduzir despesas sem comprometer a continuidade dos serviços prestados à população.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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