Adeus, pés rachados: como acabar com as fissuras nos calcanhares sem usar lixa ou pedra-pomes, segundo dermatologistas

Cuidado que parece simples pode fazer toda a diferença para recuperar a pele e evitar que pequenas rachaduras se transformem em um problema maior

Isabella Cavalcante Isabella Cavalcante -
hidratação para os pés
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Os pés rachados podem causar desconforto, dor e até sangramento. Apesar de muita gente recorrer à lixa ou à pedra-pomes para retirar a pele grossa, o hábito pode piorar as fissuras quando feito de forma agressiva.

Segundo a dermatologista Joana Petito Magnavita, o ressecamento excessivo está entre as principais causas do problema. A pele perde água e lipídios, fica menos elástica e sofre com a pressão exercida sobre os calcanhares durante a caminhada e ao permanecer em pé.

O que fazer para acabar com as fissuras

O primeiro passo é manter os calcanhares hidratados todos os dias. O ideal é aplicar o produto depois do banho, quando a pele ainda está limpa.

Dermatologistas podem indicar produtos com ureia, glicerina, ácido lático, lactato de amônio, ceramidas e petrolato. Esses componentes ajudam a aumentar a hidratação e a recuperar a barreira da pele.

A ureia merece atenção especial. Dependendo da concentração, ela pode apenas hidratar ou também ajudar a reduzir o excesso de pele endurecida.

No entanto, produtos com altas concentrações de ureia ou ácidos exigem cuidado. A dermatologista não recomenda o uso indiscriminado sobre fissuras abertas, inflamadas ou com sangramento. Nesses casos, o produto pode provocar irritação.

Por que evitar lixa e pedra-pomes?

Retirar a pele grossa parece uma solução rápida, mas o excesso de abrasão pode causar o efeito contrário.

Segundo a especialista, o uso excessivo de lixas e pedras abrasivas pode comprometer ainda mais a barreira da pele. A prática também pode provocar pequenos traumas e sangramentos.

O risco aumenta quando a pessoa usa lâminas para tentar remover a pele endurecida. Esse método pode facilitar o surgimento de ferimentos e infecções.

Por isso, em vez de tentar eliminar a camada grossa à força, vale priorizar a hidratação e reduzir os fatores que deixam o calcanhar ressecado.

Banhos muito quentes e demorados podem contribuir para o ressecamento. Andar descalço e usar calçados abertos na região do calcanhar também podem favorecer as fissuras.

Quando procurar um dermatologista?

Nem todo pé rachado representa apenas um problema estético. Fissuras recorrentes, extensas ou que não melhoram com hidratação merecem avaliação profissional.

Dor, sangramento, vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura local e secreção também são sinais de alerta. Eles podem indicar inflamação ou uma infecção secundária.

A atenção deve ser ainda maior em pessoas com diabetes, neuropatia periférica ou alterações vasculares. Nesses casos, uma fissura aparentemente pequena pode facilitar a entrada de microrganismos e trazer complicações.

Assim, o cuidado mais importante não está em lixar cada vez mais a região. Manter a pele hidratada, evitar agressões e observar a evolução das fissuras ajuda a proteger os calcanhares e pode evitar problemas maiores.

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