Luís Cesar define três prioridades para Anápolis e promete fortalecer participação da cidade no Governo de Goiás
Candidato também falou sobre infraestrutura energética, universidade estadual e relação com o setor produtivo durante sabatina promovida pela Acia e pelo Portal 6

O candidato ao Governo de Goiás Luís Cesar Bueno (PT) apontou três frentes como prioridades para Anápolis em um eventual mandato: ampliar a participação do município nas decisões do Estado, consolidar a cidade como polo estratégico de infraestrutura logística e apoiar as demandas das empresas instaladas na região.
As propostas foram apresentadas nesta quarta-feira (2), durante sabatina promovida pela Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), em parceria com o Portal 6, no Palácio do Comércio.
O encontro abriu o ciclo de entrevistas com candidatos ao Governo de Goiás organizado pelas duas instituições.
Ao responder sobre o que considera prioritário para Anápolis, Luís Cesar afirmou que a cidade precisa ter participação efetiva na Administração Estadual e ser tratada como um dos principais pontos logísticos de Goiás.
“As prioridades seriam garantir a participação de Anápolis na gestão do Estado, considerar o município de Anápolis como um município-polo importante para a infraestrutura logística de Goiás”, afirmou.
Na avaliação do candidato, a posição estratégica da cidade deve ser acompanhada de políticas voltadas ao setor produtivo. Ele também citou a necessidade de preparar as empresas para as mudanças provocadas pela reforma tributária.
Apoio às empresas e transição tributária
Entre as prioridades apresentadas, Luís Cesar incluiu o apoio às empresas de Anápolis e a construção de uma estratégia de transição entre os benefícios fiscais atualmente utilizados e as mudanças decorrentes da reforma tributária.
Segundo ele, o Estado precisa atuar para evitar que as alterações no sistema de tributação prejudiquem a atividade econômica e a capacidade de Goiás de atrair e manter investimentos.
“[É preciso] apoiar a demanda das empresas de Anápolis e trabalhar para fazer um processo de transição entre os benefícios fiscais e a reforma tributária”, disse.
O tema se conecta a outra defesa feita pelo candidato durante a sabatina: a necessidade de ampliar a infraestrutura para atender às empresas. Em outro momento da entrevista, Luís Cesar afirmou que Goiás não pode perder indústrias por falta de energia elétrica e defendeu a criação de mecanismos para suprir as necessidades do setor produtivo.
Logística como estratégia de desenvolvimento
A infraestrutura logística apareceu novamente quando o candidato detalhou sua visão para Anápolis. Ele defendeu que o município seja considerado um polo relevante dentro da estrutura logística estadual e que essa condição seja aproveitada para atrair investimentos.
Luís Cesar também relacionou esse planejamento à atuação conjunta com o Governo Federal. Segundo ele, uma eventual gestão petista em Goiás poderia utilizar a proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para buscar obras e investimentos para o município.
“[Quero] apoiar a estrutura logística e, junto com o governo do presidente Lula, continuar trazendo obras e investimentos”, afirmou.
O candidato citou ainda a atuação do deputado federal Rubens Otoni (PT) como exemplo de articulação política capaz, segundo ele, de facilitar a chegada de recursos federais a Anápolis.
Energia elétrica e capacidade de atrair indústrias
Outro tema de destaque da sabatina foi a infraestrutura energética. Luís Cesar afirmou que o Estado precisa ampliar sua capacidade para acompanhar a demanda das empresas e evitar a perda de empreendimentos.
“Não podemos deixar Goiás perder indústrias porque não conseguimos garantir energia elétrica”, declarou.
Para o candidato, a infraestrutura básica precisa acompanhar o crescimento econômico, principalmente em regiões que concentram atividades industriais.
A educação superior também esteve entre os assuntos discutidos. Luís Cesar afirmou que pretende restabelecer o repasse de 2,5% para a Universidade Estadual de Goiás (UEG) e elaborar um novo plano diretor para adequar a oferta de cursos às características econômicas e às necessidades de cada região.
Ao longo da sabatina, o candidato também apresentou propostas sobre transporte coletivo, tarifa zero, agronegócio, industrialização, terras raras, geração de empregos e relação com o setor produtivo.
Confira a entrevista na íntegra:
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