Lito Sousa recebeu substância experimental e segue na UTI, diz esposa em vídeo; assista
Influenciador enfrenta uma condição rara e progressiva, enquanto familiares aguardam os próximos resultados da avaliação médica

LUIS EDUARDO DE SOUSA – CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) – A esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, atualizou nesta segunda-feira (14) o estado de saúde do influenciador, que recebeu uma substância experimental para a doença de Creutzfeldt-Jakob. Segundo ela, Lito não teve intercorrências causadas pelo tratamento e permanece estável na UTI, onde está internado desde a última terça (8) por complicações da própria doença.
“Precisamos de torcida e orações. Nas próximas seis semanas teremos um comparativo de amostra e da evolução do caso”, afirma Mila em um vídeo publicado no canal Aviões e Músicas no Youtube.
Mila diz que a última semana foi difícil e que houve uma piora geral do quadro de Lito. ” Começou uma correria porque a gente via, dia após dia, que a evolução da doença foi muito rápida, parece um tsunami.”
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“É uma doença assustadora, progressiva. Um dia você anda, no outro dia você não anda mais. Cada minuto é essencial”, diz Mila, em outro momento do vídeo.
Aos 59 anos, Lito foi recebeu, em agosto, diagnóstico da DCJ, uma condição rara e progressiva causada pelo acúmulo anormal das chamadas proteínas príons no cérebro. Não há tratamento aprovado que interrompa ou reverta a condição.
A substância recebida por Lito é a ALN-6457, um composto experimental desenvolvido pela farmacêutica Regeneron. A molécula ainda não foi formalmente testada em seres humanos para DCJ, e sua segurança e eficácia são desconhecidas.
A estratégia do composto é usar uma molécula de RNA de interferência, ou siRNA, para reduzir a produção da proteína príon normal, chamada PrP. A expectativa é diminuir a quantidade de proteína disponível para a conversão em formas anormais. Isso não significa, porém, que a substância elimine imediatamente as proteínas anormais já acumuladas ou reverta danos cerebrais existentes.
A família buscava inicialmente a inclusão de Lito em estudos clínicos, mas, segundo Mila, ele não conseguiu uma vaga. A possibilidade de uso compassivo surgiu depois que uma empresa farmacêutica demonstrou interesse em fornecer o composto para o caso.
Segundo a esposa, o processo exigiu a produção e o transporte da substância, além de autorizações e procedimentos regulatórios. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou em 4 de setembro a importação e o uso excepcional da substância para Lito.
A substância chegou ao Brasil na última sexta-feira (11), em uma operação que envolveu transporte aéreo e terrestre. Segundo Mila, havia uma janela limitada entre a saída do composto e sua administração, o que exigiu planejamento prévio para evitar atrasos.
Ela afirmou ainda que, nas próximas semanas, a equipe acompanhará a evolução de Lito e fará comparações de amostras para avaliar o que ocorreu após a administração da substância. O resultado do caso, no entanto, não permite ainda concluir se a substância é eficaz contra a DCJ.
Mila também disse que empresas farmacêuticas demonstraram interesse em levar estudos sobre tratamentos experimentais para a doença ao Brasil. Segundo ela, novos estudos poderiam ser abertos no país nos próximos meses.
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