Proprietário retorna após deixar apartamento fechado por mais de 6 meses e encontra teto do banheiro destruído por vazamento; vizinho afirma que tentou contato antes, mas não conseguiu falar com ele
O imóvel parecia estar exatamente como havia sido deixado, até que um detalhe em um dos cômodos revelou um problema acumulado por meses

Deixar o apartamento fechado durante meses parecia não representar qualquer problema para Gustavo, de 41 anos. O proprietário havia aceitado um trabalho temporário em outra cidade e, ao retornar após oito meses, descobriu que um vazamento havia deixado o teto do banheiro parcialmente destruído.
Assim que entrou no imóvel, o forte cheiro de umidade chamou atenção. No banheiro, havia pintura estufada, reboco solto, manchas escuras e resíduos espalhados pelo chão.
Os demais cômodos, por outro lado, permaneciam praticamente como ele havia deixado.
- Advogado explica: FGTS agora entra na divisão de bens em caso de separação
- Em 1979, cofundador dos Beach Boys pagou cerca de R$ 2,2 milhões por terreno de 1 hectare; hoje, mansão construída no local está à venda por R$ 220 milhões
- Não almoce mais arroz com feijão: com apenas 2 ingredientes, você faz um prato delicioso que serve toda a família
A localização do estrago levantou a suspeita de que a água pudesse ter vindo do apartamento superior.
Vizinho tentou avisar
Ao procurar o morador de cima, Gustavo ouviu que um problema no banheiro daquela unidade havia sido identificado meses antes.
Segundo o vizinho, um profissional chegou a ser contratado para interromper o vazamento. Ele também afirmou ter tentado avisar Gustavo sobre a possibilidade de danos no andar inferior.
As tentativas teriam ocorrido por conhecidos e pela administração do condomínio, mas ninguém conseguiu contato com o proprietário.
Como o apartamento fechado não tinha uma chave disponível com terceiros, não foi possível verificar a situação internamente.
Quem deve pagar pelo reparo?
Antes de começar a reconstrução, o síndico recomendou uma vistoria para descobrir a origem exata da água.
Esse detalhe é fundamental.
Se o problema tiver partido de uma instalação de uso exclusivo do imóvel superior, o proprietário daquela unidade pode ser responsabilizado pelos prejuízos comprovadamente causados.
Já se a infiltração tiver origem em tubulação ou estrutura comum do edifício, a responsabilidade pode recair sobre o condomínio.
Os artigos 186 e 927 do Código Civil estabelecem regras gerais para a reparação de danos causados a terceiros. Entretanto, cada caso depende da comprovação da origem e das circunstâncias do problema.
Por isso, fotografias, vídeos, mensagens, registros do condomínio, comprovantes de manutenção e um laudo técnico podem ser importantes antes que o teto seja reconstruído.
Também é essencial confirmar primeiro se a causa do vazamento foi definitivamente resolvida. Refazer pintura e forro sem eliminar a origem da água pode apenas esconder o problema e fazer com que os danos reapareçam algum tempo depois.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








