Sigmund Freud, psicanalista: “Quando duas pessoas concordam em tudo, uma delas pode estar deixando de pensar por conta própria”
Mais do que concordar em tudo, relações saudáveis dependem de diálogo, respeito e espaço para que cada pessoa mantenha suas próprias opiniões

Bela e Lucas, personagens de Sheron Menezzes e Amaury Lorenzo em “Por Você”, novela brasileira, chamam atenção pela sintonia construída a partir do diálogo.
A relação dos dois também levanta uma questão que ultrapassa a ficção: é possível manter um relacionamento saudável sem pensar exatamente da mesma maneira?
Uma frase frequentemente atribuída ao psicanalista austríaco, Sigmund Freud, resume essa questão: “Quando duas pessoas concordam em tudo, uma delas pode estar deixando de pensar por conta própria.”
- Com nova regra em vigor, moradores de Goiás podem ficar até 1 ano sem poder pegar avião
- Adeus, reforma cara no piso: nova opção de tinta à base de água pode ser aplicada direto na cerâmica antiga e renova o chão sem quebra-quebra
- Chefs de cozinha concordam: “Para deixar a batata cozida mais saborosa, coloque 2 folhas de louro e 1 dente de alho na água”
A origem da citação, porém, não é documentalmente estabelecida nas fontes consultadas, por isso a atribuição deve ser vista com cautela.
Discordar também faz parte
Na psicologia das relações, a divergência não é necessariamente sinal de incompatibilidade.
Uma revisão sistemática publicada na revista Psicologia: Ciência e Profissão aponta que estratégias construtivas de resolução de conflitos envolvem comunicação respeitosa, flexibilidade, tolerância e busca conjunta por soluções.
Estudos sobre conjugalidade também relacionam autonomia e negociação à maneira como os casais administram diferenças.
Conflitos podem surgir por dinheiro, filhos, divisão de tarefas, tempo compartilhado e valores, mas não são necessariamente destrutivos quando existe espaço para diálogo.
O limite entre sintonia e anulação
No caso dos personagens, Bela e Lucas, a conexão aparece menos na concordância absoluta e mais na disposição para conversar sobre educação, experiências e questões familiares.
A dinâmica exemplifica uma diferença importante: compartilhar valores não significa abandonar opiniões individuais.
Para a Associação Americana de Psicologia (APA), relacionamentos saudáveis não dependem da ausência de discordâncias, mas da maneira como assuntos difíceis são discutidos.
Ouvir o ponto de vista do parceiro e evitar padrões destrutivos de comunicação estão entre os aspectos associados a relações mais saudáveis.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







