A vaca mais cara do mundo é brasileira, nasceu no Paraná, vale R$ 54 milhões, pesa 1 tonelada, produz cerca de 100 óvulos por mês e seus embriões podem valer R$ 1 milhão cada
Vaca da raça nelore se tornou símbolo da pecuária de elite brasileira pelo valor genético e potencial de reprodução

Uma vaca brasileira entrou para a história da pecuária mundial após alcançar uma avaliação de R$ 54 milhões.
A Donna FIV CIAV, da raça nelore, nasceu em Londrina, no Paraná (PR) e ganhou destaque internacional pelo valor genético e pelo potencial de reprodução.
Além do preço milionário, o animal chama atenção pelo peso, de aproximadamente 1 tonelada, e pela capacidade de gerar material genético para novos rebanhos.
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Nesse mercado, criadores valorizam características como qualidade da linhagem, desempenho e capacidade de transmissão genética.
Genética milionária
Donna é filha de Parla FIV AJJ, que também conquistou grande valorização no setor, e do touro Big Ben da Santa Nice. Além disso, a matriz recebeu reconhecimento no Ranking Nacional Nelore 2023/2024, o que aumentou ainda mais o interesse de investidores da pecuária de elite.
No setor de reprodução animal, o valor de exemplares como Donna está principalmente na genética.
Por isso, produtores utilizam técnicas como fertilização e produção de embriões para multiplicar características consideradas valiosas.
Segundo informações divulgadas por representantes do mercado, Donna pode produzir cerca de 100 óvulos por mês em processos de reprodução assistida.
Dessa forma, seus embriões podem alcançar valores próximos a R$ 1 milhão, dependendo da negociação e da avaliação genética.
Investimento no agronegócio
Durante o leilão Cataratas Collection, em Foz do Iguaçu (PR), em novembro de 2025, que marcou a valorização do animal, investidores adquiriram uma participação da vaca por R$ 13,5 milhões.
Esse modelo de negociação é comum na pecuária de alta genética, pois permite dividir custos e ampliar a participação de diferentes criadores.
Além disso, o caso de Donna mostra como a tecnologia transformou o agronegócio.
Atualmente, técnicas de melhoramento genético, reprodução assistida e seleção de animais permitem desenvolver rebanhos cada vez mais valorizados.
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