Quanto dinheiro uma pessoa precisa ter guardado para financiar uma casa simples de 2 quartos, segundo corretores

Entrada de 20% é referência comum no mercado, mas documentação e impostos podem aumentar bastante o valor necessário antes da compra

Isabella Valverde Isabella Valverde -
Quanto uma pessoa precisa ter guardado para financiar uma casa simples
(Imagem: Captura de Tela/YouTube/AeD STUDIO)

Encontrar uma casa simples de dois quartos por um preço que cabe no orçamento é apenas a primeira parte do desafio. Para quem pretende financiar, existe outra pergunta decisiva antes mesmo de procurar o imóvel: quanto dinheiro precisa estar guardado?

Não há um valor único, porque tudo depende do preço da casa, da renda do comprador, do banco e da modalidade de crédito. Ainda assim, corretores trabalham com uma referência que ajuda a colocar o sonho no papel: ter disponível algo próximo de 25% do preço do imóvel oferece uma margem mais realista para entrada e despesas iniciais.

A corretora de imóveis Islayne Oliveira, por exemplo, aponta 20% do valor do imóvel como referência comum para a entrada em financiamentos. A mesma proporção aparece nas simulações disponibilizadas pelo corretor Yuri.

Quanto isso representa na prática

Imagine uma casa de dois quartos avaliada em R$ 250 mil.

Usando uma entrada de 20%, seria necessário separar inicialmente cerca de: R$ 250 mil x 20% = R$ 50 mil.

O problema é que a conta não acaba nesses R$ 50 mil.

Também podem existir despesas com Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), registro em cartório, avaliação e outros procedimentos envolvidos na compra.

Como referência, despesas cartorárias, ITBI e documentação podem representar aproximadamente 3% a 5% do preço do imóvel, embora os valores mudem conforme município e operação.

Nesse exemplo de R$ 250 mil, reservar outros 5% significaria aproximadamente R$ 12,5 mil.

Assim, uma pessoa poderia planejar algo perto de R$ 62,5 mil guardados para chegar à compra com maior margem.

Veja outros exemplos

Seguindo a mesma referência de aproximadamente 25%:

– Casa de R$ 200 mil: cerca de R$ 50 mil

– Casa de R$ 250 mil: cerca de R$ 62,5 mil

– Casa de R$ 300 mil: cerca de R$ 75 mil

Esses números são uma estimativa de planejamento, e não uma entrada obrigatória.

A Caixa informa que algumas modalidades permitem financiar até 90% do valor do imóvel, enquanto outras exigem uma participação maior do comprador. No Minha Casa, Minha Vida Classe Média, por exemplo, a instituição informa entrada mínima de 20%.

FGTS pode diminuir o dinheiro necessário

Existe ainda um fator capaz de mudar bastante essa conta.

Quem atende às regras pode utilizar o saldo do FGTS na entrada, reduzindo a quantidade de dinheiro que precisa sair diretamente da conta bancária. A Caixa confirma que os recursos do fundo podem compor essa parte do pagamento em operações elegíveis.

Isso significa que alguém com R$ 30 mil guardados e R$ 20 mil disponíveis no FGTS, por exemplo, pode chegar aos R$ 50 mil necessários para uma entrada sem precisar acumular todo o montante em dinheiro.

Renda também precisa passar na conta

Ter a entrada não garante sozinho a aprovação.

A Caixa informa que, em suas linhas habitacionais, a prestação pode comprometer até 30% da renda familiar bruta, além de haver análise da capacidade de pagamento do comprador.

É por isso que dois compradores interessados na mesma casa podem receber propostas completamente diferentes.

Para quem está começando a se preparar, porém, a conta de aproximadamente 20% para entrada mais uma reserva para documentação e taxas oferece uma primeira meta concreta.

Em uma casa simples de dois quartos na faixa dos R$ 250 mil, isso significa pensar em algo próximo de R$ 60 mil a R$ 65 mil disponíveis, antes de finalmente pegar as chaves.

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Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

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