Entregador suspeito de matar jovem de Anápolis em cemitério de Goiânia tem a prisão mantida pela Justiça
Juiz destacou múltiplas lesões na vítima, condições que levaram ao homicídio e antecedentes criminais

O suspeito de ter assassinado Jefferson Gomes Venâncio, jovem de 27 anos, natural de Anápolis, encontrado morto no Cemitério Parque, em Goiânia, no último sábado (26), foi preso preventivamente.
A decisão foi tomada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri da capital, em audiência de custódia realizada nesta terça-feira (29).
O suspeito, um entregador de aplicativo de 24 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) no início da tarde de segunda-feira (28). Ele foi localizado em casa, na região Norte de Goiânia, onde também estava o carro flagrado pelas câmeras de segurança no dia do crime.
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Na audiência, o juiz entendeu que a detenção não configurava flagrante porque aconteceu mais de 48 horas depois do fato, mas argumentou que havia elementos suficientes para que o suspeito continuasse preso.
O magistrado destacou a gravidade concreta da conduta, o uso de instrumento perfurocortante e as múltiplas lesões na vítima, além das imagens das câmeras e antecedentes.
O entregador já foi autuado anteriormente por crimes relacionados ao tráfico e uso de drogas, e também a armas de fogo.
Dentre os pontos citados, o juiz ainda ressaltou um crânio humano, encontrado pela PM na residência do suspeito. Questionado, ele alegou que já tem o “item” há cerca de um ano, desde que encontrou no chão do cemitério.
Em relato inicial, o entregador afirmou que nunca tinha visto a vítima antes e que revidou porque Jefferson tentou avançar contra ele com uma faca na mão.
Ele também defendeu que o homicídio não estava relacionado a qualquer tipo de ritual religioso. As declarações ainda devem ser apuradas pela Polícia Civil (PC), que tem dez dias para remeter o inquérito à Justiça.
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