O lado secreto de Pirenópolis que muita gente deixa passar quando visita só a Rua do Lazer e as cachoeiras

Além dos roteiros mais conhecidos, cidade histórica reúne patrimônio, artesanato, aventura e paisagens vistas de ângulos pouco usuais

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Pirenópolis Suíça Goiana encanta com cachoeiras, arquitetura histórica e fica a poucas horas de Brasília e Goiânia.
Pirenópolis completa 300 anos em 2027. (Foto: Goiás Turismo)

Pirenópolis construiu boa parte da fama turística em torno das cachoeiras e das mesas movimentadas da Rua do Lazer. Mas limitar uma visita a esses dois programas significa deixar de conhecer uma parcela importante da cidade, que passa pela história, pelo artesanato e até por experiências de aventura.

A primeira delas está praticamente diante dos olhos. O Centro Histórico integra um conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990.

Entre os destaques estão a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o Cine Teatro Pireneus, a Casa de Câmara e Cadeia e a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.

A caminhada também pode passar pela Feira das Artes, realizada na Praça do Coreto nos fins de semana e feriados. Segundo o guia turístico municipal, o espaço concentra artesanato produzido em Pirenópolis, peças de prata, doces caseiros e alimentação.

Outra possibilidade é enxergar a cidade de uma perspectiva incomum. A Secretaria Municipal de Turismo inclui entre as experiências disponíveis o voo de balão, realizado mediante agendamento e normalmente ao nascer do sol, com duração aproximada de 45 minutos.

Para quem prefere manter os pés no chão, há alternativas voltadas à aventura. O roteiro oficial lista passeios de quadriciclo, atividades de arvorismo, rapel, pêndulo e tirolesa, além de percursos de cicloturismo que atravessam a cidade e áreas do entorno.

Até o fim da tarde pode fugir do circuito convencional. A cerca de 9 km do centro fica o Mirante do Ventilador, a aproximadamente mil metros de altitude, de onde se tem uma visão panorâmica da paisagem regional. Já no Parque Estadual dos Pireneus, o Pico dos Pireneus alcança 1.385 metros.

Há ainda museus, igrejas, cervejarias e experiências rurais cadastradas pela própria Prefeitura. Assim, o lado menos óbvio de Pirenópolis não depende de descobrir um endereço secreto, mas de reservar tempo para olhar além dos pontos mais disputados.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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