Mulher compra toalhas novas para acabar com cheiro de mofo, mas descobre que o problema estava na umidade acumulada dentro do armário
Professora gastou R$ 400 para renovar o enxoval antes de encontrar sinais de infiltração e bolor no móvel onde as peças eram guardadas

A professora Renata Silva, de 36 anos, decidiu trocar as toalhas de banho depois de perceber que o cheiro de mofo sempre voltava. Mesmo lavadas com amaciante concentrado e secas ao sol, as peças apresentavam um odor desagradável após o uso.
Convencida de que o problema estava nas fibras desgastadas, ela doou as toalhas antigas e gastou R$ 400 em um jogo novo de algodão egípcio. A expectativa era encerrar o incômodo com a renovação do enxoval.
A satisfação, porém, durou poucas semanas. Durante o período de chuvas, o mesmo cheiro começou a ser percebido nas peças novas, levando Renata a desconfiar do lugar onde eram guardadas.
Ao esvaziar o armário embutido, encontrou o fundo do móvel frio, estufado e com manchas esverdeadas de bolor. Segundo o relato, havia infiltração na parede externa junto à qual o armário estava instalado, agravada pela pouca circulação de ar.
Umidade precisa ser corrigida para impedir a volta do mofo
O que foi encontrado por Renata é compatível com as condições que favorecem o crescimento de fungos. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), controlar a umidade é a principal medida para controlar o mofo. Vazamentos e outras fontes de água precisam ser corrigidos, além da limpeza e da secagem dos materiais atingidos.
O Departamento de Saúde de Wisconsin, também nos Estados Unidos, reforça que a origem da umidade deve ser identificada e reparada. Sem essa correção, o ambiente continua oferecendo condições para que o problema reapareça, mesmo depois da higienização.
No caso da professora, a troca das toalhas não havia alterado as condições do armário. As peças novas continuavam sendo colocadas no compartimento afetado pela umidade.
O cheiro persistente, entretanto, não permite concluir sozinho que existe infiltração. A investigação precisa considerar tanto o estado das peças quanto o móvel e a parede, para identificar de onde vem a umidade.
Pintar a parede sem tratar o problema pode não resolver
Para realizar os reparos, Renata precisou retirar todo o conteúdo do armário e contratar um marceneiro para afastar o móvel. A parede também recebeu tratamento de impermeabilização e combate ao mofo, conforme o problema identificado.
A solução adequada depende da origem da água. Afastar o móvel pode facilitar o acesso e a circulação de ar, mas não interrompe uma infiltração ativa. Por isso, o reparo da alvenaria precisa ser definido depois da avaliação do local.
A EPA orienta que superfícies com mofo não sejam simplesmente cobertas com tinta ou selante. Antes da pintura, é necessário remover o crescimento de fungos e secar a área; caso contrário, o acabamento pode se desprender.
Materiais porosos também exigem atenção. Dependendo da extensão do dano, a remoção completa do mofo pode ser difícil, e a recuperação de partes do móvel deve ser avaliada por um profissional.
Peças devem voltar ao armário somente depois da secagem
Além do tratamento do ambiente, é importante evitar que roupas e toalhas sejam guardadas ainda úmidas. A orientação do Departamento de Saúde de Wisconsin é manter a área seca depois da correção dos problemas de água e da limpeza.
A ventilação e, quando necessário, a desumidificação também fazem parte do controle. A escolha depende das condições do ambiente e do ar externo, conforme orientações técnicas da EPA.
Para Renata, a compra de R$ 400 acabou sendo seguida por uma despesa que não estava prevista: o reparo do armário e da parede. Foi ao retirar as toalhas novas do móvel que ela encontrou o problema que a troca do enxoval não havia resolvido.
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