Mineradora canadense aprova investimento de US$ 110 milhões em Goiás para ampliar extração de cobre e prevê aumentar produção em 30% até 2029
Projeto envolve abertura de uma nova frente de mineração e modernização da estrutura de beneficiamento, com previsão de início da operação em 2029

Uma mineradora canadense aprovou um investimento de US$ 110 milhões, cerca de R$ 590 milhões, para ampliar a produção de cobre e ouro em Goiás. O projeto será desenvolvido na região da Mina Chapada, em Alto Horizonte, no Norte do estado, e prevê aumentar em 30% a produção anual de cobre a partir de 2029.
O investimento será realizado pela Lundin Mining e envolve o desenvolvimento do Projeto Saúva, um novo depósito mineral localizado a aproximadamente 15 quilômetros da estrutura de beneficiamento da mina em operação. A expectativa é acrescentar 15 mil toneladas de cobre por ano à produção atual, que poderá passar de 45 mil para 60 mil toneladas.
Novo depósito terá minério mais concentrado
Um dos diferenciais do Projeto Saúva está na concentração dos minerais encontrados na área. Segundo a empresa, as amostras indicam teor médio de 0,40% de cobre, enquanto o minério atualmente extraído em Chapada apresenta concentração entre 0,25% e 0,26%.
A estimativa também aponta potencial para acrescentar aproximadamente 45 mil onças de ouro por ano. Com isso, a produção desse metal poderá passar de cerca de 60 mil para 100 mil onças anuais.
Investimento inclui novo equipamento
Dos US$ 110 milhões aprovados, aproximadamente US$ 40 milhões serão destinados ao desenvolvimento do novo depósito. Outros US$ 60 milhões a US$ 65 milhões serão utilizados na instalação de um segundo moinho de bolas na estrutura de beneficiamento da Mina Chapada.
O equipamento permitirá moer o minério em partículas menores, passando de aproximadamente 300 para 150 micras. A mudança busca melhorar a recuperação de cobre e ouro durante o processamento, aproveitando melhor a concentração mineral encontrada em Saúva.
Licenciamento ainda está em andamento
Apesar do investimento aprovado, o novo depósito ainda depende do licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad). O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) já foi protocolado, e a previsão da empresa é começar a extrair minério no primeiro semestre de 2029.
A expansão também ocorre enquanto a operação atual de Chapada é alvo de procedimentos do Ministério Público Federal relacionados a denúncias de impactos ambientais. Em setembro de 2026, o órgão ajuizou uma ação contra a mineradora e a Agência Nacional de Mineração para cobrar medidas de contenção de resíduos e melhorias na drenagem de estruturas da mina. As investigações ainda estão em andamento e não representam uma condenação definitiva da empresa.
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