Papagaio desaparece de sítio e reaparece cinco anos depois repetindo apelido usado pela avó, o que ajuda família a reconhecer o animal
Motorista ouviu expressão da infância durante visita a uma propriedade vizinha; ave também teria respondido a assobio conhecido pela família

Um apelido ouvido durante uma visita a um sítio levou o motorista Marcos Silva, de 39 anos, a reconhecer o papagaio que havia desaparecido da propriedade da família cinco anos antes. O caso aconteceu na zona rural do interior do Tocantins.
Chamado Chico, o papagaio-verdadeiro era criado pela avó de Marcos, dona Lúcia, e costumava reproduzir vozes e sons da casa. Depois do desaparecimento, a família passou anos sem notícias do animal e já não esperava encontrá-lo.
O reencontro ocorreu em um domingo, quando Marcos foi tratar da entrega de uma encomenda em uma propriedade a alguns quilômetros do sítio da família. Enquanto aguardava o morador no terreiro, ouviu uma voz vindo de uma gaiola pendurada na varanda.
A ave repetia “meu guri barrigudo”, expressão que, segundo o motorista, era usada por dona Lúcia para provocá-lo carinhosamente na infância. A familiaridade com a frase fez com que ele se aproximasse para observar o papagaio.
Assobio e outras falas reforçaram o reconhecimento
Marcos decidiu assobiar uma melodia curta que o avô costumava reproduzir para Chico nas tardes no sítio. Segundo o relato, a ave abriu as asas, movimentou a cabeça e respondeu com outra expressão conhecida.
“Vovó quer café, coroa chato!” era uma das frases que, conforme Marcos, o papagaio havia aprendido na convivência com a avó. Ele associava a fala às manhãs em que dona Lúcia oferecia pedaços de manga ao animal.
A combinação do apelido com a reação ao assobio e o restante do repertório convenceu o motorista de que havia encontrado Chico. Para a família, aqueles sons estavam ligados à rotina da ave antes do desaparecimento.
O reconhecimento relatado foi baseado nesse comportamento e nas expressões reproduzidas. Não foram informados outros elementos de identificação individual, como anilha ou microchip.
Morador contou que desconhecia a origem da ave
Ao ouvir a história, o responsável pelo sítio explicou que havia comprado o papagaio de um tropeiro que passara pela estrada meses antes. Segundo ele, não havia informações sobre a procedência do animal.
Marcos contou sobre o desaparecimento e explicou por que havia reconhecido as falas. Diante da conversa, o morador concordou em entregar a ave à família.
Chico foi levado de volta ao sítio de dona Lúcia no dia seguinte. O relato não esclarece onde o papagaio esteve durante os cinco anos nem como chegou à pessoa que o vendeu.
Para Marcos, o apelido que ouvia quando criança foi o primeiro sinal do reencontro. Sem aquela expressão repetida na varanda, ele poderia ter concluído a entrega sem associar o papagaio ao animal procurado pela família.