Professor apresenta conta de matemática 3 + 5 × 2 para adultos e descobre que muitos respondem 16, embora o resultado correto seja um pouco menor
Dinâmica em turma de Educação de Jovens e Adultos foi utilizada para revisar a ordem das operações; resposta correta é 13

Uma conta com apenas três números provocou discussão em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O professor de matemática Carlos Silva, de 42 anos, escreveu 3 + 5 × 2 no quadro e pediu que os estudantes calculassem o resultado individualmente.
A atividade foi realizada em uma escola municipal. Para evitar que as respostas fossem influenciadas pelos colegas, cada aluno deveria registrar o resultado em um pedaço de papel, sem consultar quem estava ao lado.
Ao recolher as anotações, Carlos percebeu que a resposta 16 havia sido dada pela maioria dos participantes. Segundo o relato, alguns estudantes explicaram que fizeram primeiro a soma de três com cinco e depois multiplicaram oito por dois.
O raciocínio seguia a disposição dos números da esquerda para a direita, mas deixava de considerar a prioridade da multiplicação. O resultado correto da expressão apresentada pelo professor é 13.
Por que a resposta é 13, e não 16?
Na expressão 3 + 5 × 2, a multiplicação deve ser resolvida antes da adição. Assim, o primeiro cálculo é 5 × 2 = 10.
Depois, o resultado é somado ao número que restou: 3 + 10 = 13. A posição da adição no início da expressão não faz com que ela seja executada primeiro.
Para chegar a 16, os alunos haviam realizado uma operação diferente: (3 + 5) × 2. Nesse caso, os parênteses indicariam que a soma deve ser resolvida antes da multiplicação, produzindo 8 × 2 = 16.
A comparação foi utilizada por Carlos para mostrar que os mesmos números e sinais podem produzir resultados diferentes quando o agrupamento é alterado. Os parênteses, portanto, mudariam a conta proposta inicialmente.
Respostas foram usadas para revisar o conteúdo
Ao retomar a explicação na lousa, o professor apresentou cada etapa e mostrou onde os caminhos haviam se separado. O erro estava na escolha da operação inicial, e não nos cálculos de soma ou multiplicação feitos pelos estudantes.
A correção foi acompanhada por risadas e comentários sobre a pressa para responder. Segundo o relato, os alunos discutiram como uma expressão curta podia parecer óbvia antes da revisão da regra.
Naquela atividade, Carlos aproveitou as respostas para retomar a ordem das operações com a turma. A diferença entre 3 + 5 × 2 e (3 + 5) × 2 passou a ser o exemplo usado no quadro para explicar por que 13 e 16 pertenciam a contas diferentes.
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