As seis maiores polêmicas que movimentaram Anápolis em 2017

Em poucas delas chegou-se a um consenso, porém, ficou perceptível que internautas mais engajados estão prontos para registrar o pensam

Rafaella Soares -

Com as novas tecnologias ficou cada vez mais fácil expor uma opinião e mais difícil não causar discussões. Só em 2017, Anápolis se tornou palco de várias polêmicas que, como uma bola de neve, chamaram a atenção e exaltaram os ânimos de muita gente.

As ações políticas foram as que mais causaram controvérsias, principalmente nas redes sociais. Em poucas delas chegou-se a um consenso, porém, ficou perceptível que internautas mais engajados estão prontos para registrar o pensam.

O Portal 6, numa breve retrospectiva, lembra agora as seis principais polêmicas que causaram um verdadeiro alvoroço em Anápolis neste ano.

1 – Projeto de Lei para proibir bebidas alcoólicas dentro de veículos

No dia 24 de maio, o vereador Pedro Mariano (PRP) leu em plenário o projeto de Lei que queria proibir o transporte de qualquer tipo de bebida alcoólica dentro no interior dos carros em Anápolis.

Em justificativa, o parlamentar alegou que era uma alternativa para evitar os inúmeros acidentes de trânsito, pois quem não queria beber dentro dos carros, podia carregar as bebidas no porta-malas.

Com tantas reações negativas ao projeto, Pedro Mariano recuou o projeto horas depois da apresentação. Relembre:

https://portal6.com.br/2017/05/25/pedro-mariano-recua-em-projeto-para-proibir-transporte-de-bebidas-alcoolicas-em-carro/

2 – Manifestação contra ‘profanação e incitação à pedofilia’ em frente ao Santander

No dia 18 de outubro, o Padre Lodi, conhecido após ter sido condenado a pagar R$ 60 mil de danos morais por impedir um aborto autorizado pela justiça, juntamente com o instituto Pró-Vida de Anápolis, foram até a agência do banco Santander, na Praça Americano do Brasil, para protestar contra ‘a profanação de símbolos católicos e a incitação à pedofilia’.

O ato aconteceu devido a exposição Queermuseu, que dividiu opiniões em todo o país. Relembre:

3- Abaixo assinado para proibir show de Pabllo Vittar

No dia 22 de setembro, virou febre nas redes sociais a foto de um abaixo assinado que pedia o cancelamento do show da drag queen Pabllo Vittar em Anápolis. Assim que divulgado, a quantidade de pessoas que confirmaram interesse em comparecer na apresentação, programada para o último 23 de dezembro, alcançou mais de 3.500 pessoas em poucas horas.
 
Em contrapartida, o evento Parada Hetero em Defesa da Família Anapolina, foi convocada pelas redes sociais para servir como protesto ao “teor das músicas de Pabllo Vittar e contra a chamada ideologia de gênero que estão sendo impostas à sociedade”. Relembre.

4 –  Convocação de apoiadores para a manifestação anti-aborto

No dia 20 de novembro, o quarto colocado na última eleição para a Prefeitura de Anápolis e pré-candidato a deputado federal, Valeriano Abreu (PSC) convocou, através das redes sociais, apoiadores para a manifestação que ocorreria no dia seguinte, em Brasília, em favor da aprovação da PEC 181 –  que pretende criminalizar o aborto até mesmo em casos de estupro e quando há rico de morte para a mãe.

Em vídeo, ele afirmou que defende a proibição do aborto até mesmo em casos de estupro e que as mães que o fazem são assassinas. Apesar de encontrar muita gente que concordou com a opinião, outra grande maioria reprovou a atitude de Valeriano. Relembre:

5 – 13º e férias remuneradas para vereadores

Entre os dias 6 e 7 de outubro, o Portal 6 fez um levantamento que mostra que a maioria dos vereadores de Anápolis são a favor da implantação do pagamento de 13º salário e férias remuneradas aos vereadores.

Dos 23 vereadores da cidade, a reportagem conseguiu falar com 16 deles. Sendo que apenas apenas a vereadora Vilma Rodrigues (PSC) se disse contrária aos salários extras. Relembre:

6 – Distribuição de bonecas da OVG

A distribuição de brinquedos de natal da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) é a polêmica mais recente talvez a de maior repercussão do ano. Na última quinta-feira (15), deputados começaram a alegar que as bonecas entregues às crianças faziam apologia a ideologia de gênero.

Os vereadores de Anápolis, para não ficarem de fora, assinaram uma nota de repúdio condenando as bonecas. escrita pelo vereador Lélio Alvarenga (PSC).

No texto, foi pedido ainda que a direção da OVG recolhesse de  destruísse as bonecas “para que não possamos ver nossas crianças em dúvidas quanto a sexualidade comum deixada por Deus (sic)”. Relembre:

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