Tragédia com 55 romeiros de Anápolis completa 20 anos

Mais de 50 pessoas morreram carbonizadas e acidente é considerado um dos maiores do país

Rafaella Soares -

Considerado um dos maiores acidentes rodoviários do Brasil, fez 20 anos neste sábado (08) que 55 romeiros de Anápolis morreram enquanto voltavam de uma excursão no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.

O caso ocorreu por volta das 03h30, na Rodovia Anhanguera, quando um caminhão que estava carregado com 26 mil litros de diesel e 6 mil litros de gasolina tombou e pegou fogo, formando uma grande nuvem de fumaça no ar.

Logo atrás vinham dois ônibus com 98 romeiros, que não conseguiram se desviar e acabaram colidindo com o veículo, também sendo tomados pelas chamas.

Um outro caminhão carregado com bebidas alcoólicas também se envolveu no acidente. O tráfego na via demorou cerca de 48 horas para ser normalizado.

Além dos romeiros, os motoristas dos dois caminhões e de um dos ônibus também morreram e outras 35 pessoas ficaram feridas.

(Foto: Badan Palhares/ Arquivo pessoal)

Após o acidente, uma das maiores dificuldades foi a de identificar as vítimas. Ao G1, o médico Fortunado Badan Palhares disse que todo o trabalho durou dois meses e contou com o trabalho de seis legistas e três dentistas.

“Os corpos estavam totalmente carbonizados e a gente partiu para aquilo que podia ser feito como identificação. Por exemplo, nós encontramos no pescoço de uma mulher uma correntinha com três identificações de crianças, isso foi um dado importante. Em outros casos nós identificamos a arcada dentária, a família tinha documentação do dentista e isso facilitou. É um trabalho meticuloso, limpo e que se baseou nos processos antropométricos”, explicou.

Devido ao estado em que estavam os corpos, em pelo menos 16 foi necessário a realização de exame de DNA para que a identificação fosse possível.

Tanto os feridos quanto os corpos foram trazidos de volta para Anápolis em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Dois anos depois, a conhecida Praça da Morte, que divide os bairros Alexandrina e Maracanã (onde grande parte das vítimas moravam), passou por revitalização e foi rebatizada como Praça dos Romeiros, em homenagem a todos que perderam a vida no acidente.

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