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Em ‘operação de guerra’, detentos mais perigosos de Goiás são transferidos para Rondônia

(Foto: Divulgação / SSP)

Ação ocorreu de forma sigilosa e precisou do apoio de um avião da Força Aérea Brasileira

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), juntamente com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), transferiu na tarde desta segunda-feira (17) oitos presos perigosos e líderes de facções do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

De acordo com o o secretário de Segurança Pública, Irapuan Costa Júnior, a ação para garantir o recambiamento foi iniciada há dois meses e contou com a aprovação do Ministério da Justiça. Para evitar rebeliões, toda negociação foi feita em total sigilo.

“Eles são os oito presos mais perigosos de Goiás. Podemos afirmar com segurança que a maioria dos assassinatos ordenados na capital são comandamos pelos indivíduos que foram hoje transferidos. Eles ficarão segregados e não poderão dar ordens de crimes”, disse ao G1.

Devido ao risco da transferência, os detentos tiveram de ser levados em um avião Força Aérea Nacional (FAB) e foi o próprio Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que determinou para onde eles seriam levados.

“Não foi uma operação fácil de ser efetivada. Foi uma operação de guerra, a inteligência trabalhou para que mantivéssemos o maior sigilo possível para que não houvesse rebeliões nas prisões ou manifestações do lado fora”, afirmou Irapuan.

A segurança nos presídios estaduais também foi reforçada para que não haja nenhuma confusão e, para o secretário, essa é a maneira de impedir que esses líderes de facções comandem crimes de dentro das unidades penitenciárias.

Dentre os transferidos, todos respondem por homicídio e grande parte deles também foram indiciados por associação criminosa, roubo e tráfico de drogas. Apenas um dos presos foi condenado pela morte de 15 pessoas.

Veja a lista dos detentos transferidos e a pena determinada para cada um deles

(Foto: Divulgação / SSP)

Sérgio Dantas da Silva Filho – 24 anos e 9 meses de prisão
José Constantino Júnior – 31 anos e dois meses de prisão
Renato Pereira do Nascimento – 23 anos de prisão
Carlos Alberto Lopes – 94 anos e três meses de prisão
Natair de Moraes Júnior  – 41 anos e 2 meses de prisão
Heully Rios dos Santos  – 49 anos e 6 meses de prisão
Fernando Alves Motta  – 26 anos e 4 meses de prisão
Flávio Fernandes da Silva – 97 anos e 7 meses de prisão

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