Urban terá de liberar pagamento de passagens pelo Pix e disponibilizar horários de ônibus em tempo real, sinaliza Márcio Corrêa
Com diesel subsidiado pelo Governo de Goiás, concessionária terá a missão de modernizar todo o sistema

O subsídio do Governo de Goiás quanto ao diesel utilizado no transporte público de Anápolis depende de contrapartidas da Urban. Foi o que sinalizou o prefeito Márcio Corrêa (PL) durante coletiva de imprensa na última terça-feira (30).
Com a declaração, o gestor municipal confirma o que o governador Daniel Vilela (DMB) vinha acenando pelo menos desde dezembro, indicando que a verba do estado só seria disponibilizada diante da apresentação de um plano de melhorias.
Novas formas de pagamento das passagens, como PIX, QR code e cartão de crédito, estão na lista de demandas, assim como o acompanhamento em tempo real dos horários dos ônibus.
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O modelo se assemelharia ao que já é possível em Goiânia e na região Metropolitana, onde os moradores dispõem do aplicativo SiM RMTC, que disponibiliza localização dos pontos, rotas realizadas e os horários de cada linha constantemente atualizados.
A renovação e reestilização da frota de ônibus também está prevista na proposta, que ainda inclui a implantação de novos pontos e terminais, a adoção de tecnologias como reconhecimento facial e biometria.
Segundo adiantado por Márcio, o subsídio estadual deve ser assinado pelo governador na próxima sexta-feira (03), durante visita a Anápolis. A ação deve resolver as alegações da Urban de que o transporte coletivo do município opera no prejuízo.
De acordo com a empresa, a tarifa técnica necessária para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato é de R$ 9,86 por passageiro. Atualmente, os usuários pagam R$ 5,25 no cartão eletrônico e R$ 6 em dinheiro.
Para o prefeito, a assinatura do subsídio deve fazer com que o custo da operação não seja integralmente repassado aos moradores.
Vale ressaltar que, em dezembro de 2025, o diretor jurídico da Urban, Carlos Leão, declarou que a efetivação do decreto poderia possibilitar a diminuição da tarifa do transporte coletivo, que poderia chegar a até R$ 4,30.
À época, ele justificou que isso não seria automático e que só aconteceria se Anápolis seguisse os moldes vividos pela Grande Goiânia e tivesse acesso às condições aplicadas na capital, onde o preço da passagem está congelado desde 2019 por conta de subsídios do Estado e da Prefeitura.
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