Aeronave da FAB comandada por Major de Anápolis leva ajuda humanitária à Venezuela após terremotos

Número de mortos após a tragédia que atingiu o país vizinho se aproxima dos 2 mil. Cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas

Natália Sezil -
Missão humanitária da FAB rumo à Venezuela usou o KC-390 Millennium, do Esquadrão Zeus, de Anápolis.
Missão humanitária rumo à Venezuela usou o KC-390 Millennium, do Esquadrão Zeus, de Anápolis. (Foto: Divulgação/FAB)

O Brasil enviou ajuda humanitária à Venezuela depois que o país vizinho foi atingido por dois terremotos em sequência. A tragédia, registrada na região Norte do país na última quarta-feira (24), já deixou 1.943 vítimas fatais.

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu de Guarulhos, no estado de São Paulo, na última sexta-feira (26) levando pessoas e cerca de 12 toneladas de material de apoio, como mantimentos e equipamentos de resgate.

O modelo escolhido para a missão foi o KC-390 Millennium, pertencente ao Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, sediado na Base Aérea de Anápolis.

Sob comando do Major Aviador Anderson Dias Santiago, o avião levou 36 bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, seis cães das corporações, quatro integrantes da Defesa Civil e quatro da Anatel.

Para o Major Aviador, a atuação da FAB no auxílio ao país vizinho mostrou a capacidade de pronta resposta da equipe. “É um sentimento de orgulho muito grande e um forte senso de dever saber que estávamos engajados em uma missão na Bolívia e estamos sendo reposicionados para auxiliar, agora, na mobilização de equipes para a Venezuela”, afirmou.

E continuou: “esse é o foco do nosso trabalho: manter a prontidão e cumprir aquilo que nos foi atribuído, seja no Brasil ou em qualquer lugar onde nossa atuação seja necessária”.

Apenas poucos dias antes, em 19 de junho, o mesmo KC-390 Millennium foi empregado pela FAB em uma missão humanitária à Bolívia. Na ocasião, o Esquadrão Zeus se locomoveu até La Paz para auxiliar no transporte de mantimentos e combustível entre a capital e Santa Cruz de La Sierra. O militar também foi o Comandante.

Tragédia na Venezuela

Os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital, Caracas, e nos arredores. Eles foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

Até esta terça-feira (30), a contagem oficial divulgada por Jorge Rodríguez, chefe do Parlamento, indica 1.943 mortos. O número, no entanto, pode ser ainda maior: uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas.

As buscas já chegaram ao sexto dia, o que diminui as chances de encontrar sobreviventes nos escombros. Para especialistas, as primeiras 48 a 72 horas são essenciais para encontrar pessoas vivas.

Até então, as autoridades informam que 6.461 desaparecidos foram resgatados dos escombros com vida. Ao todo, até 6,8 milhões dos quase 30 milhões de habitantes podem ter sido afetados pelos terremotos.

Mais de 770 edifícios desmoronaram parcial ou totalmente, incluindo dezenas de hospitais. Desde os primeiros abalos, a Venezuela ainda registrou outros três tremores: um na sexta-feira (26), um no domingo (28) e outro na segunda-feira (29).

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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