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Como está o jovem que matou o pai para defender a mãe em Anápolis

Em entrevista, ela contou tudo que aconteceu e revelou que precisa de ajuda

Já se passaram sete meses, mas ainda são profundas as cicatrizes emocionais do jovem Lucas Moreira Damas, de 22 anos, que teve de dar um “mata-leão” no próprio pai para evitar que a mãe fosse assassinada.

Com o golpe, foi Donismar José Damas, de 41 anos, que morreu. Ele cumpria pena por homicídio em regime semi aberto em Uruana e não aceitava o fim do relacionamento com a ex-esposa, de quem estava separado há três anos.

Mãe do rapaz, Mara Núbia contou que ele sempre teve muitas dificuldades de levar uma vida normal devido as ações do pai, mas após a morte, a situação só se complicou.

“Antes já não era fácil porque desde pequeno era trauma atrás de trauma, por causa do pai dele. Sempre foi lutando,  tentando viver, mas antes ele estudava, tentava ser uma pessoa normal. Agora, de lá para cá, ele não está conseguindo prosseguir, só vive trancado dentro do quarto”, disse em entrevista ao radialista Marcelo Santos.

Para tentar melhorar a qualidade de vida da família, Mara decidiu pagar aluguel para deixar a casa onde tudo aconteceu.

“Lá era muita lembrança ruim. A gente dormia e acordava no meio da noite achando que era ele [Donismar] que estava lá. A gente demorou um tempo para acreditar no que tinha acontecido. Até hoje ainda acho que ele pode aparecer. Hoje estou pagando aluguel porque não suportei ficar naquele lugar”, explicou.

Mesmo passando por dificuldades, a grande preocupação de Mara agora é a saúde mental do filho, que já comprovou junto a Justiça que agiu em legítima defesa.

“Ele não dorme e quando dorme tem pesadelo. Eu preciso de um psicólogo para ajudar ele. Meu filho está desempregado, com depressão, não se alimenta direito e eu não tenho condições financeiras nem psicologias de ajudar ele. É muito difícil não ter condições de ajudar uma pessoa que você ama e que salvou a sua vida”, desabafou.

Mara busca ainda um emprego para o rapaz. Segundo ela, Lucas tem ensino médio completo, curso de administração e experiência como conferente.

“Ele foi liberado, não está respondendo processo nenhum. Quem puder ajudar vai ver que ele é um menino muito bom. Quem conhecer e conversar com ele vai ver isso”, afirmou.

Os interessados em ajudar podem entrar em contato direto com o radialista Marcelo Santos, que disponibilizou o telefone (62) 9297-6736 para intermediar a conversa com a família.

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