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Cruzamento da Goiás com a Brasil Sul será liberado nesta quinta-feira (06)

(Foto: Reprodução)

Prefeitura de Anápolis conseguiu adiantar em 25 dias o prazo de entrega. Trabalhos ocorreram em três períodos, além de finais de semana

Muito antes que os 40 dias previstos, o trecho da Avenida Goiás com a Avenida Brasil Sul, parte mais complexa e de maior impacto para o fluxo do trânsito de Anápolis, será liberado oficialmente nesta quinta-feira (06).

Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, os trabalhos duraram intensos 15 dias em três períodos, além de finais de semana.

Agora, conforme a pasta, apenas o trecho da alça do viaduto em frente ao estacionamento do Centro Administrativo que continuará interditado.

As obras, que dificultaram o trânsito, deveriam ter sido feitas em 2015, de acordo com a gerente da Saneago em Anápolis, Tânia Valeriano.

“Após o anúncio da construção deste viaduto, há quatro anos, a Saneago solicitou o projeto de remanejamento das redes à Prefeitura e alertou para que as obras não fossem iniciadas sem este planejamento”, explicou. Mesmo assim, ela diz, a construção começou.

A questão é que uma parte da estrutura de sustentação do viaduto foi construída em cima de um interceptor de esgoto, quando na verdade deveria ter sido feito o desvio do encanamento.

“Se a Saneago tivesse precisado fazer manutenção no local, por exemplo, não seria possível. A obra teria que ser feita em caráter emergencial, o que complicaria a situação”, explica o secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, Francisco Lacerda.

“O trabalho da gestão atual é orientado pela responsabilidade, tanto em relação aos cidadãos quanto ao dinheiro público, nosso objetivo é entregar obras com qualidade para a população, duráveis e que impactem positivamente a cidade”, comentou o prefeito Roberto Naves.

Faltou projeto

O modelo de licitação utilizado para esta obra foi o Regime de Contratação Diferenciado (RDC Integrado), ou seja, não existia projeto para iniciar os trabalhos, explica o prefeito.

“Neste modelo, você vai aprovando partes do projeto e executando ao mesmo tempo. Então, esta obra de desvio da rede de esgoto estava prevista não porque havia um projeto, mas porque a Saneago notificou a gestão de 2015”, explicou o prefeito.

Na licitação pelo modelo tradicional, que é o utilizado pela Prefeitura atualmente, é necessária a aprovação do projeto completo antes de tudo, inclusive prevendo custos detalhadamente, a emissão de alvará de construção, de licença ambiental, entre outros trâmites que garantem a plena execução das obras.

A intervenção faz parte do conjunto de obras que compõe um projeto macro de mobilidade urbana em Anápolis, financiado pela Caixa Econômica Federal no valor de R$ 74 milhões, ainda em 2015.

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