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Algo explicaria a morte de dona Jéssica e seu José Peixoto ter ocorrido no mesmo dia?

Casal que tinha, 102 e 96 anos, respectivamente, morava em Anápolis há quase 50 anos

Rafaella Soares Rafaella Soares -
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Marcos Carvalho, psicólogo e professor universitário, foi “adotado” ainda na infância como um dos netos de Dona Jéssica, de 102 anos, e José Peixoto, de 96, e criou com eles muitos laços de afeto e amor.

Em entrevista ao Tema de Hoje, podcast diário do Portal 6, ele contou mais detalhes sobre a história desse casal que está emocionando a população de Anápolis.

Jéssica e José moravam há quase 50 anos na Vila Santa Isabel, na região Norte da cidade, e estavam casados há 73 anos. Eles morreram no último final de semana, no mesmo dia, e foram enterrados juntos no Memorial Parque.

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“Eles tinham parentes pelo bairro, muitos amigos de décadas nas farmácias, supermercados. Embora esperassem, já que eles há algum tempo vinham apresentando um enfraquecimento na saúde, as pessoas ficaram muito entristecidas [com a morte]”, relatou.

“Os dois eram muito próximos. Mesmo nessa fase mais complexa, de uso de fraldas e administração de medicamentos, eles pediam que ficassem na mesma cama, que pegassem nas mãos, perguntavam pelo outro e não gostavam de ficar separados”, disse.

Cientificamente, segundo Marcos, a morte tão próxima é apenas uma coincidência. No entanto, em outras esferas que conduzem a vida humana, como o campo espiritual e questões mentais, talvez haja alguma explicação.

“Ela mantinha um quadro estático há algum tempo, mas sem nenhuma piora. Ele teve uma piora e foi para a UTI do hospital. Ela falece primeiro em casa e ele horas depois. Não conseguimos explicar isso, mas ela pode ter percebido a ausência dele”.

Por seguirem religiões diferentes, o velório teve um culto ecumênico. Para os familiares, essa última homenagem reforçou o respeito que um tinha pelas decisões e crenças do outro.

“Eles deixam um exemplo de zelo, companheirismo, tolerância e de regar essa plantinha todos os dias para que se tornasse uma história de sete décadas e meia. São um exemplo de resiliência e do que a gente espera para que, em uma sociedade tão complexa e desigual, as pessoas consigam enxergar no outro as questões que as unem, não só que diferenciam”, afirmou Marcos.

Ouça na íntegra a entrevista com Marcos Carvalho

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