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Jovem já fez quase 70 cirurgias e médicos não conseguem diagnosticar doença

”Adoraria ser capaz de dançar o tempo todo, mas não quero criar muitas expectativas”, lamentou

Gabriella Licia Gabriella Licia -

O complicado e intrigante drama de Charlotte Evans, uma jovem de 19 anos, que já passou por exatas 66 cirurgias, tem chamado atenção do mundo todo na internet.

Ela, que mora no Reino Unido, começou a ter os primeiros sintomas da doença, nunca identificada, aos 12 anos, ao notar algumas partes do corpo inchando incessantemente.

Recorrendo à especialistas, não houve respostas que explicassem o que estava acontecendo.

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Em uma longa entrevista à BBC, a garota narrou que desde o início sentiu dores bem fortes no quadril e o surgimento de um calombo.

“Fiquei preocupada. O inchaço se espalhou pela área do meu estômago, costas e pernas. Era enorme”, lembra.

Foram longas semanas internada, mas os médicos continuavam sem nenhuma resposta.

Alguns meses se passaram e os inchaços retornaram também nas mãos. Os profissionais que estavam cuidando do caso suspeitaram que poderia ser uma síndrome rara.

Essa possível síndrome é ocasionada pelo acúmulo de pressão devido a uma hemorragia interna ou inchaço em um tecido fibroso. Cada grupo de músculos dos braços e das pernas está envolto por esse tecido.

Essa pressão diminui o fluxo sanguíneo e impede que músculos e nervos recebam os suprimentos necessários. A vantagem é que pode ser tratada por meio de uma cirurgia para aliviar a pressão.

E foi assim que uma centena de procedimentos começaram, o que fez Charlotte ter a vida escolar afetada ao ponto de concluir o ensino médio no hospital, ainda sedada.

“Fiz a minha primeira prova 12 horas após a cirurgia, ainda ligada a uma bomba de infusão de morfina. Me pergunto se isso funcionou ao meu favor, porque eu não poderia ter ficado mais relaxada. Passei em todas as provas com boas notas”, afirma.

De todos os problemas, ‘quase’ perder a perna foi de longe um dos mais assustadores. Em março de 2019, ela teve um outro inchaço na perna. Ao conversar com um médico amigo, Charlotte mostrou a perna para ele e o profissional percebeu que não havia mais pulsação no pé da garota.

Com o membro já preto, sem circulação sanguínea, ela assinou um termo de consentimento sobre amputação e foi sedada para uma nova cirurgia.

Depois de algumas horas, ela acordou com a perna intacta.

A jovem diz ter ficado muito feliz porque amava dançar e um sonho de menina não havia sido comprometido.

“Eu adoraria ser capaz de dançar o tempo todo e fazer isso muito bem, como no passado, mas não quero criar muitas expectativas. Não sei se poderei fazer teatro musical. Mas, às vezes, você precisa ser melhor naquilo que está ao seu alcance, não naquilo que você planejou”, disse Charlotte, que permanece até os dias atuais sem saber de fato qual doença tem.

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