Funcionária conta o que viu e acabou sendo demitida da WeGym, academia da Virginia em Goiânia

Um post de uma ex-funcionária da WeGym, academia da Virginia aberta recentemente em Goiânia, chamou atenção após ela revelar o motivo pelo qual foi demitida.
Segundo comunicado publicado por Ana Carla (@anacarla_b.o) no Instagram nesta sexta-feira (21), ela trabalhava na recepção do estabelecimento. Porém, começou a ter desentendimentos com uma liderança do setor, por supostos comentários homofóbicos que esta vinha praticando.
“Minha saída aconteceu depois de eu me posicionar diante de situações que, segundo o que vivi, ultrapassaram os limites do respeito e chegaram a atitudes que considerei homofóbicas e discriminatórias em razão da minha orientação sexual. Não foi um episódio isolado. Algumas situações anteriores eu relevei, escolhi não reagir e segui trabalhando. Porém, chegou um momento em que decidi não permanecer em silêncio”, relatou.
Além disso, Ana Carla afirmou que não aceita ser tratada com “indiferença, desrespeito ou preconceito” e que não poderia ignorar tais situações injustas ou inadequadas dentro do ambiente de trabalho.
“Prefiro sair de um lugar mantendo minha dignidade do que permanecer nele precisando abrir mão de quem eu sou, dos meus valores e daquilo em que acredito”.
A reportagem do Portal 6 tentou contato com o departamento jurídico da WeGym, mas não houve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para posicionamentos posteriores.
Confira o comunicado de Ana Carla na íntegra:
“Hoje encerro meu ciclo profissional na WEGYM com a consciência tranquila e, principalmente, com a certeza de que não vou abrir mão dos meus princípios para permanecer em nenhum ambiente.
Minha saída aconteceu depois de eu me posicionar diante de situações que, segundo o que vivi, ultrapassaram os limites do respeito e chegaram a atitudes que considerei homofóbicas e discriminatórias em razão da minha orientação sexual. Não foi um episódio isolado. Algumas situações anteriores eu relevei, escolhi não reagir e segui trabalhando. Porém, chegou um momento em que decidi não permanecer em silêncio.
Eu não aceito ser tratada com indiferença, desrespeito ou preconceito. E também não consigo simplesmente fechar os olhos quando vejo situações dentro do ambiente de trabalho que considero injustas ou inadequadas.
Quem trabalha na recepção está na linha de frente. Muitas vezes, somos nós que recebemos as cobranças, lidamos com os problemas e tentamos manter tudo funcionando. Por isso, acredito que liderança precisa vir acompanhada de preparo, responsabilidade, respeito e capacidade de trabalhar em equipe – não de competição, desunião ou tentativa de diminuir quem está ao lado.
Não estou escrevendo isso para atacar ninguém. Estou escrevendo porque tenho direito de me posicionar sobre aquilo que vivi e porque não acredito que ficar calada seja sempre a melhor escolha.
Prefiro sair de um lugar mantendo minha dignidade do que permanecer nele precisando abrir mão de quem eu sou, dos meus valores e daquilo em que acredito.
EU NÃO ABAIXO A CABEÇA PARA NINGUÉM.
NÃO ACEITO PRECONCEITO.
NÃO ACEITO DESRESPEITO.
E NÃO VOU ME CALAR PARA SER ACEITA.
Saio de cabeça erguida, sabendo que fiz a minha parte e acima de qualquer emprego, está o respeito que cada pessoa merece”
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