Não é cachorro, nem gato: os melhores animais para ter em casa quando se tem criança pequena, segundo veterinários

Temperamento, necessidade de contato e facilidade de manejo fazem algumas espécies se encaixarem melhor na rotina de famílias com filhos pequenos

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Criança brincando
(Imagem: Ilustração/IA)

Escolher animais para ter em casa quando se tem criança pequena exige olhar além da aparência. Veterinários recomendam considerar risco de mordidas, fragilidade do pet, necessidade de contato e quanto da rotina ficará sob responsabilidade dos adultos.

Por isso, cachorro e gato não são as únicas possibilidades. Peixes, determinadas aves e pequenos roedores podem se adaptar bem à família, embora nenhuma espécie dispense alimentação adequada, higiene e acompanhamento veterinário.

Além disso, a idade da criança faz diferença. Quanto menor ela for, mais importante se torna priorizar animais que possam ser observados sem necessidade de manipulação frequente.

Peixes estão entre as opções para crianças pequenas

Para crianças de qualquer idade, peixes aparecem entre as alternativas mais interessantes. A veterinária Jessie Sanders explica que os pequenos podem participar da alimentação e, conforme crescem, ajudar na manutenção do aquário. Entretanto, os adultos continuam responsáveis pelos cuidados principais.

Entre espécies indicadas para iniciantes aparecem tetras-neon, guppies e bettas, desde que cada uma receba aquário adequado às próprias necessidades. Assim, a criança acompanha o animal sem os riscos associados ao manuseio constante.

Canários e mandarins, por sua vez, também podem funcionar bem para crianças que gostam mais de observar. Veterinários destacam que essas aves não precisam ser manipuladas com frequência e podem proporcionar interação visual e sonora.

A escolha deve considerar espaço e rotina, assim como ocorre com outros animais dóceis para ter dentro de casa.

Porquinho-da-índia e gerbil exigem supervisão

O porquinho-da-índia costuma ser dócil e sociável, mas é frágil. Por isso, orientações veterinárias recomendam que crianças pequenas interajam sob supervisão; abaixo dos 5 anos, o contato deve ser ainda mais limitado.

Já o gerbil é ativo, sociável e costuma morder menos que o hamster. Ainda assim, é rápido e delicado, portanto toda interação infantil precisa ocorrer com um adulto por perto.

Por outro lado, répteis e anfíbios não são recomendados para crianças menores de 5 anos, principalmente pelo risco de transmissão de Salmonella. O CDC orienta que essa faixa etária evite contato com tartarugas, lagartos, cobras, sapos e animais semelhantes.

Assim, para crianças bem pequenas, peixes e aves de observação tendem a exigir menos contato direto. Depois dos 5 anos, porquinho-da-índia e gerbil podem entrar entre as opções, sempre com supervisão e um adulto como responsável principal.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6, é curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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