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Após morte súbita de anapolino em Portugal, família vive drama para enterrá-lo no Brasil

Gabriel Steckelberg ficou em coma durante sete dias, mas após retirada da sedação ele não acordou mais

Rafaella Soares Rafaella Soares -

Inteligente, prestativo, calmo, pai e marido dedicado, apaixonado por samba e amigo para todas as horas. Essas são as características que amigos e familiares usam para definir Gabriel Steckelberg.

Anapolino, ele morava em Portugal há dois anos e morreu na última sexta-feira (11), aos 40 anos, após sofrer uma parada cardíaca.

“O Gabriel foi para lá para tentar dar uma vida melhor para a família dele. Ele estava trabalhando, já tinha conseguido um apartamento e combinou de levar minha irmã e meus sobrinhos para lá”, explicou Roberta Cristina, cunhada de Gabriel, ao Portal 6.

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“Com a pandemia, não conseguiram ir. Minha irmã e os filhos moram com a mãe do Gabriel e agora em dezembro conseguiram comprar as passagens. Ele viria para cá dia 17 e todos iriam embora no dia 31”, detalhou.

Segundo Roberta, a parada cardíaca aconteceu no último dia 03 e a esposa de Gabriel conseguiu antecipar a passagem para acompanhá-lo no hospital. O quadro era estável, mas o corpo dele não reagiu.

“Ele estava em coma induzido no hospital, muito bem tratado. Na quinta-feira (10) fizeram os exames e os médicos disseram que iam tirar a sedação. Só que o corpo dele não reagiu. O corpo funcionava, mas o cérebro não. Declararam morte cerebral”, contou.

“O respirador ia ser retirado na sexta (12). Minha irmã ficou na UTI com ele umas seis horas. Assim que ela saiu do hospital, ele veio a óbito. Sábado e domingo lá é lockdown, então ela não conseguiu correr atrás de nada. Nesta segunda (14) é que ela está começando a resolver a parte burocrática, porque ele ainda está no hospital”, acrescentou.

Como os custos para o traslado do corpo são altos, a família de Gabriel, que vive no Bairro Maracanã, criou uma Vakinha e está pedindo ajuda. Ao todo, a preparação e transporte do corpo ficarão cerca de R$ 30 mil.

Além da esposa, mãe e amigos, Gabriel deixa dois filhos: o Arthur, de nove anos, e a Alicia, de seis.

“Estamos recebendo muito carinho e orações. Isso nos fortalece. A gente espera trazer ele para a mãe, amigos e familiares se despedirem. Para enterrar ele aqui, junto com a gente”, afirmou Roberta.

Para contribuir com a Vakinha, clique aqui.

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