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A triste escolha entre quem deve viver ou morrer por falta de vagas nas UTI’s

É necessário blindar o profissional de saúde do poder e, principalmente, da responsabilidade em decidir quem irá morrer ou sobreviver, resultante da falta de planejamento e de uma gestão eficiente dos nossos governantes

Da Redação Da Redação -
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A maior crise sanitária do país – onde alcançamos mais de 300 mil mortos e mais de 12 milhões contaminados – é caracterizada por confrontos políticos e politiqueiros, em que interesses eleitoreiros estiveram à frente dos interesses da população, culminando no maior dilema a ser vivido por médicos e/ou autoridades: o dilema da escolha de quem viverá ou morrerá na fila de uma UTI.

O colapso já é uma realidade em boa parte das cidades brasileiras, de acordo com dados das secretarias de saúde, estando o Brasil entre os países com o maior número de casos e mortos do mundo na qual médicos e profissionais de saúde terão que tomar a decisão mais difícil e angustiante, acarretando em consequências éticas e jurídicas em suas carreiras.

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Diante desse quadro que segundo especialistas é semelhante a decisões tomadas em ambientes de guerra, o que fazer? A falta de protocolos ou de uma lei para dar legitimidade a esse tipo de ato onde muitos podem ser julgados por condenar algumas pessoas à morte, mas que de fato estão tentando salvar vidas gera uma conturbação de pensamentos. As decisões médicas teriam que ser tomadas por protocolos definidos em conjunto às entidades, secretarias de saúde e associações de medicina, no intuito de isentar a pessoalidade do profissional na decisão.

Ainda não há no Brasil uma legislação clara sobre o tema. Profissionais do setor, hospitais, associações e governantes precisam em caráter de urgência debater e definir protocolos claros cobre como agir nesse caso, pois não se fala quais seriam os critérios para essas escolhas, pois diferentemente de outros países como a Itália, o Brasil teve tempo para organizar medidas e cuidados estratégicos.

É necessário blindar o profissional de saúde da responsabilidade em decidir quem irá morrer ou sobreviver, resultante da falta de planejamento e de uma gestão ineficiente dos nossos governantes. Além de ser uma situação degradante para o médico, a preocupação maior tem que ser de evitar decisões subjetivas por falta de protocolos, pois não é possível, independente do quadro, tolerar qualquer tipo de discriminação em que as decisões levem em consideração: idade, religião, etnia, sexo, nacionalidade, cor da pele, orientação sexual, opinião política ou deficiência.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve todas as segundas-feiras.

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