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DAIA acorda com operação da Polícia Federal contra o DNIT e Aurora da Amazônia

Justiça Federal exigiu o bloqueio de valores nas contas de investigados e afastamento de servidores públicos que receberam propina

Rafaella Soares Rafaella Soares -
Polícia Federal deflagra Operação DAIA. (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24), pela Polícia Federal, a Operação DAIA, que está cumprindo 14 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e no Distrito Federal.

De acordo com a corporação, as investigações mostraram que, após a licitação da Receita Federal para exploração do Porto Seco, a empresa vencedora, Aurora da Amazônia, começou a enfrentar problemas na habilitação do terreno.

Com objetivo de passar por cima de todos impasses, lobistas foram contratados para viabilizar a aquisição de um terreno no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), por um valor abaixo do que normalmente seria cobrado.

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Esses mesmos lobistas também usavam de propinas para formar um grupo de servidores dentro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) que cuidavam dos interesses da empresa.

Uma avaliação feita pela Polícia Federal mostra que o terreno comprado tinha valor de R$ 44 milhões, mas foi avaliado pela autarquia por apenas R$ 11 milhões.

A Operação DAIA está ocorrendo para aprofundar as investigações referentes ao modo como esses lobistas atuavam. Além dos mandados, a Justiça Federal também exigiu o bloqueio de valores nas contas de investigados e afastamento de servidores públicos.

Os envolvidos responderão por peculato, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e associação criminosa.

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