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Ferro de arma caseira atravessa o pescoço de trabalhador: “sou um milagre”

Radiografia realizada pelo hospital após o acidente mostra que por menos de 1 cm o homem sobreviveu

Da Redação -
Ferro de arma caseira atravessa o pescoço de trabalhador: "sou um milagre"
Aldinailson Pereira da Silva é um sobrevivente. (Foto: Divulgação/ Secretaria de Saúde de Monte Alegre)

“Sou um milagre”. O ferro de uma arma caseira, chamada “bufete”, atravessou o pescoço de um trabalhador em Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas, no Pará.

Aldinailson Pereira da Silva, de 29 anos, disse ainda que mexia no equipamento para caçar, quando ele disparou e o ferro o atingiu, ficando preso entre o pescoço e o crânio.

“Eu estava mexendo no bufete para caçar à noite, mas ele disparou, eu pensei até que tinham atirado em mim. O meu irmão e meu cunhado falaram que era o ferro da arma caseira”, explicou.

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“Todos ficaram desesperados, minha família estava perto. Quando eu toquei no ferro tive certeza que ia morrer, era só o que eu pensava”, detalhou.

Ferro de arma caseira atravessa o pescoço de trabalhador: "sou um milagre"

Radiografia realizada após o acidente. (Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de Monte Alegre)

“Sou um milagre”

À Secretaria de Saúde de Monte Alegre, Aldinailson foi enfático. “Sobrevivi”. Uma radiografia divulgada pela pasta mostra que, por pouco, o ferro não atingiu a carótida interna, artéria que irriga o cérebro.

Após o acidente, acabou levado para o Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo e submetido a uma cirurgia na terça-feira (21).

“Foi questão de menos de 1 centímetro a distância da carótida interna, que é uma grande artéria que irriga o cérebro, se houvesse lesão nessa arterial ele morreria e não teria nem chance”, ponderou o cirurgião geral Vinicius Savino.

O trabalhador, pai de 5 filhos, falou que, além do ferimento, o maior medo era contar o que tinha acontecido para a esposa, grávida de gêmeos. Apesar do susto, ele ficou dois dias em observação pós-operatória e já recebeu alta.

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