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Em que pé está a discussão sobre o “passaporte da vacina” nas três maiores cidades de Goiás

Enquanto tema não tem martelo batido, setor cultural e de entretenimento se adianta para animar quem já está imunizado

Karina Ribeiro -
(Foto: Romildo de Jesus/ Futura Press/ Folhapress)

A exigência de comprovante de vacinação contra a Covid -19 nas maiores cidades goianas está longe de ser um assunto pacificado.

O tema segue com discussões acaloradas no legislativo da maioria dos municípios enquanto o setor cultural já começa a dar um ar de retomada com shows contando com a presença de grande público.

O chamado passaporte da vacina vem sendo debatido em Goiânia, Aparecida de Goiânia e em Anápolis há algumas semanas. Em nenhuma delas foi batido o martelo.

Na capital, o projeto ainda deve permanecer por algum tempo na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Isso porque o autor da proposta, o vereador Marlon Teixeira (Cidadania), pediu vistas por acreditar que alguns parlamentares precisam entender melhor o projeto – que impede que pessoas não imunizadas contra a Covid-19 circulem em estabelecimentos e eventos públicos ou privados.

Na tribuna, o relator do projeto, Kleybe Morais (MDB), disse que  o texto é inconstitucional e pediu o arquivamento do projeto.

“Eu entendo que esse projeto restringe muito o direito de ir e vir das pessoas”, diz.

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia também debruça sobre o assunto, mas sem chegar à uma solução.

Em Anápolis, o vereador João da Luz (DEM) havia apresentado um projeto de lei que obrigava órgãos públicos e privados a exigirem comprovante de vacinação. No entanto, o parlamentar voltou atrás e pediu o arquivamento.

Há uma semana, o colega dele Reamilton Espíndola (Republicanos) protocolou outro texto efeito querendo proibir a proibição.

Eventos-testes

Enquanto o poder público se articula sobre o tema polêmico, o setor cultural busca adequações numa das atividades que mais sofreu com a pandemia.

Na  avaliação da diretora da Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis, Mirlene Garcia, embora seja um tema polêmico, o setor de eventos tende a trabalhar com a ótica da margem de segurança. “Entendemos que as empresas desse setor estão trabalhando pra que tudo dê certo, com mais segurança e até para ter uma aceitação maior e melhor do público”, explica.

Então, quem quiser dar uma aliviada no estresse e comparecer aos eventos-testes deverá continuar a apresentar o comprovante de vacinação para não ficar de fora, como alegou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste último domingo (10) – ao dizer que foi impedido de assistir uma partida de futebol do Santos por não estar vacinado.

Para se ter ideia, no show de João Gomes, marcado para o próximo sábado (16), em Anápolis, por exemplo, vai ser exigido o comprovante completo de imunização ou teste de PCR com até 48h de antecedência.

As mesmas regras serão adotadas para o evento-teste do sertanejo Gusttavo Lima, em Goiânia, no próximo dia 23 e contará com a presença de 15 mil pessoas.

Os jogos de futebol na capital também estão tomando medidas sanitárias, como uso de máscara, distanciamento e apresentação do cartão de vacina, para o público presente.

 

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