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Reunião entre Roberto e sindicato dos médicos foi positiva, mas greve ainda é ameaça

Presidente do SIMEA disse que uma assembleia com a categoria foi convocada para que essa decisão seja tomada. Movimento é visto como cortina de fumaça para derrubar ponto eletrônico

Rafaella Soares -
Reunião de emergência no gabinete do prefeito Roberto Naves (PP) para discutir a greve dos médicos. (Foto: Bruno Velasco)

Prevista para começar na próxima sexta-feira (15), a greve dos médicos da rede municipal de Anápolis teve mais um capítulo na tarde desta quarta (13) com a realização de uma reunião de emergência no gabinete no prefeito Roberto Naves (PP).

A conversa a portas fechadas durou pouco mais de uma hora e contou com representantes do Sindicato dos Médicos de Anápolis (SIMEA), que foram acompanhados pelos vereadores José Fernandes (PSB) e Trícia Barreto (MDB), ambos médicos, e o líder do prefeito na Câmara, vereador Jackson Charles (PSB).

Ao sair do gabinete do prefeito, o presidente do SIMEA, Márcio Henrique Cunha de Paiva, disse à imprensa que este encontrou foi importante para abrir um canal de comunicação com a gestão municipal.

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A promessa, segundo ele, foi a de que a partir de agora serão realizada reuniões semanais com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) para discutir as demandas da categoria.

Márcio Henrique, no entanto, não quis acabar com a greve que nem começou. Disse apenas que isso deve ser decidido em uma assembleia convocada pelo sindicato para esta quinta-feira (14).

‘[Temos] baixo salário, médicos sobrecarregados, falta de medicamentos, equipamentos sem manutenção e locais insatisfatórios. Há salas quentes, mofadas e unidades que não tem banheiro para ginecologia, impossibilitando até a higiene íntima de pacientes. São 28 demandas e o prefeito se comprometeu a olhar esses pontos’, disse o presidente do SIMEA.

Integrante da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, José Fernandes (PSB) acredita que a categoria não vai cruzar os braços. Isso porque o prefeito quer estreitar a relação com os médicos e construir uma boa convivência entre os profissionais e as organizações sociais que devem assumir a gestão compartilhada de hospitais e unidades de saúde da rede.

“A gente sai daqui com a certeza e segurança que o prefeito quer estreitar e construir desde agora. Hoje já tem uma reunião com a equipe que vai administrar a OS onde é o Alfredo Abrão e fui chamado para uma reunião sobre as demandas de cirurgias”, disse o vereador.

Ponto eletrônico

Se nos bastidores o ponto eletrônico é apontado como o principal motivo para a rebelião dos médicos, publicamente o presidente do SIMEA garante que a categoria nunca foi contra esse tipo de controle de frequência.

Mas somente agora as reclamações sobre falta de infraestrutura, insumos e condições de trabalho surgiram como ameaça de greve.

José Fernandes, no entanto, ao falar com a imprensa, tentou contextualizar essa situação.

“Não é greve do ponto eletrônico. Não existe médicos privilegiados, que atendem parcialmente e vão cuidar de suas vidas particulares dentro da carga horária. Ao contrário, às vezes muitos vão além da carga horária”, afirmou.

O vereador disse ainda que Roberto Naves quer equiparar os vencimentos entre os médicos concursados e os que têm relação de prestação de serviço com a Prefeitura.

“O prefeito foi cristalino em falar sobre médicos concursados e contratados, que recebem de maneiras diferentes. Vai ser feito um estudo para saber o impacto e, se isso estiver acontecendo, vai haver a paridade para que todos serem valorizados de igual forma. Outro estudo que o prefeito quer fazer é sobre o retorno da gratificação aos plantonistas”, contou.

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